quinta-feira, 29 de julho de 2010

PROPRIEDADES ALIMENTARES DE HORTÍCOLAS


Couve-Repolho (Brassica oleracea)
Cabbage

Vegetal muito utilizado em sopas, conservas, acompanhamentos, massas, etc. Cozinhada ou em saladas. Como se conservava facilmente, foi um vegetal particularmente utilizado antes da invenção da refrigeração como meio de conversação de alimentos frescos. Cultura e colheita entre os meses de Outubro e Maio.


Couve-Bróculo (Brassica oleracea)
Brocoli

Originária da Europa, a Couve-brócolo tem um importante uso na medicina tradicional, graças ao seu elevado teor de cálcio. É um bom construtor e formador dos ossos e dos dentes. Ajuda a evitar o cancro da próstata se consumido pelo menos três vezes ao dia. Cultura e colheita entre os meses de Outubro e Maio.


Couve-Flor (Brassica oleracea)
Cauliflower

Originária da Ásia Menor, foi levada para a Europa no começo do século XVI. É reguladora do trânsito intestinal pela grande quantidade de fibras, sais minerais, cálcio, potássio, enxofre, sódio, fósforo, magnésio, ferro e vitaminas. É indicada para quem segue uma dieta saudável. Cultura e colheita entre os meses de Setembro e Maio.


Rabanete (Raphanus sativus)
Ratish

É fonte de vitamina C, niacina e cálcio, fósforo e ferro. Cru e bem lavado, o rabanete limpa os dentes. É expectorante, estimulante da digestão, purificador do sangue, dos rins e da bexiga. Cultura e colheita entre os meses de Outubro e Maio.

Nabo (Brassica rapa)
Turnip

Não se sabe a origem mas era um alimento comum entre os gregos e os romanos. Refrescante, rico em nutrientes e fácil de preparar, cru ou cozido. As folhas do nabo são ricas em vitaminas A, B, C e suas fibras contribuem para regularizar o funcionamento intestinal. Cultura e colheita entre os meses de Outubro e Maio.



Rucula (Eruca sativa)
Arugula

Possui um sabor muito forte, picante e amargo, originária do Mediterrâneo e da Ásia Ocidental. Com propriedade estimulante do apetite, é nutricionalmente rica em proteínas, vitaminas A e C, e sais minerais, principalmente cálcio e ferro. Contém ómega 3 e é pobre em calorias.

Tem várias propriedades medicinais: depura o sangue, melhora a gengivite, as funções orgânicas, cuida da bronquite, tosse ou qualquer outra afecção pulmonar. Como contém muita vitamina C, combate o escorbuto e é diurética. Seu óleo essencial contém também nitrogênio.




Beringela (Solanum melongena)
Eggplant

Tal como o tomate é um fruto. Rica em proteínas, vitaminas (A, B1, B2, B5, C), minerais (cálcio, fósforo, ferro, potássio, magnésio) e alcalóides, que actuam diminuindo a pressão sanguínea, prevenindo a arteriosclerose. Também ajuda a prevenir alguns males referentes ao fluxo sanguíneo. Cultura e colheita de Abril a Setembro.

Cultura e colheita de abril a setembro.



Pimento (Capsicum annum)
Sweet pepper

Podem ser consumidos em fresco ou cozinhados, verdes ou maduros, congelados ou desidratados. O pó de pimento é muito utilizado como corante e aromatizante na culinária e na indústria alimentar, (ingrediente do caril). Tem uma concentração elevada de vitamina C que varia conforme o grau de maturação. Cultura e colheita de Abril a Setembro.



Batata (Solanum tuberosum)
Potato

A batata é originária do Peru e é um dos vegetais mais utilizados no mundo. Rica em carboidratos, a batata é grande fonte de energia. Contém ainda sais minerais, vitamina C e B, em pequenas quantidades. Cultura e colheita entre Outubro e Junho.

Cultura e colheita de fevereiro a julho.




Tomate (Solanum lycopersicum)

Tomato

Originário da América Central e do Sul, o tomate é na verdade um fruto. É rico em licopeno e contém vitamina A, B e C e minerais como o fósforo, potássio, ácido fólico, cálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração destes nutrientes. Alguns estudos comprovam sua influência no tratamento de cancro. Cultura e colheita de Abril a Setembro.

Alface (Lactuca sativa)
Lettuce

Originária do Leste do Mediterrâneo. A alface contém ferro, mineral com importante papel no transporte de oxigénio no organismo. É rica em fibras, que auxiliam na digestão e no bom funcionamento do intestino, além de apresentar pequenos teores de minerais como cálcio e fósforo. Cultivada todo o ano.

Cultura e colheita todo o ano.


Fava (Vicia faba)
Broad bean

A sua origem é desconhecida e duvidosa, alguns autores admitem localizá-la no sudoeste asiático e outros, na zona do mediterrâneo. Este legume é muito nutritivo quando maduro, em proteínas e hidratos de carbono. O seu valor energético é de cerca de 340 calorias por 100 g. Cultura e colheita de Outubro a Maio.





Ervilha (Pisum sativa)
Green pea

A Ervilheira tem a sua origem na Ásia Central e na Europa. Rica em vitaminas K1, C, B1, A e B6. Sais minerais como cálcio, fósforo, ferro, enxofre, potássio e cobre, que ajudam na formação dos ossos, dentes e sangue, no vigor do sistema nervoso e equilíbrio interno do organismo. Cultura e colheita de Outubro a Maio.

Feijão-Frade (Vigna unguiculata)
Cowpea

Este tipo de feijão constitui a base alimentar de muitas populações rurais devido ao seu elevado valor nutritivo a nível proteico e energético e à sua fácil adaptação a solos de baixa fertilidade e com períodos de seca prolongada. É uma boa fonte de fibras que contribuem para a redução do nível de colesterol. Cultura e colheita de Abril a Setembro.




Grão-de-Bico (Cicer arietinum)
Calvance Pea

Rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B, cálcio, ferro e magnésio. Devido à sua grande quantidade de amido, é usado pelo nosso organismo como fonte de energia. Prevenção de doenças cardiovasculares e no tratamento de vários tipos de anemia. Cultura e colheita de Abril a Setembro.




Espinafre (Spinacia oleracea)
Spinach

Originária do centro e sudoeste da Ásia. Tem grande conteúdo em ferro e alto índice de ácido oxálico, que pode interferir na absorção do cálcio em leite e derivados. O consumo de grandes quantidades de pode causar um efeito tóxico. Cultivado entre Outubro e Junho


Acelga (Beta vulgaris)
Chard

Na antiguidade era utilizada pelos romanos, egípcios e gregos. Tem quantidades consideráveis de niacina, vitamina A e C e ésteres do ácido oxálico, que pode prejudicar a absorção de cálcio pelos ossos. Pode ser usada nas micoses, cicatrizes e cálculos biliares. É antioxidante, auxilia o fígado e é utilizada nas doenças circulatórias. Cultura e colheita todo o ano.



Alho ( Allium sativum)
Garlic

É utilizado desde a antiguidade na composição de medicamentos pelas propriedades anti-microbianas e os efeitos benéficos para o coração e circulação sanguínea, vitaminas A, B2, B6, C, aminoácidos, sais minerais ferro, silício, iodo. Eficaz no tratamento de hipertensão leve, redução dos níveis de colesterol, prevenção da arteriosclerose e doenças infecciosas. Cultura e colheita entre Novembro e Julho.


Cebola (Allium cepa)
Onion

Com origem no centro da Ásia. Tem muitas vitaminas, fósforo, cálcio, sódio, silício e magnésio. Os flavonóides têm efeitos como anti-oxidantes, anti-inflamatório, protector cardíaco, analgésico, anti-alérgico, anti-câncer, anti-diabético, anti-úlcera, entre outros. Cultura e colheita entre Outubro e Junho.





Cenoura (Daucus carota)
Carrote

As Cenouras são grandes fontes de fibra dietética, antioxidantes, minerais e βeta-caroteno. Esta última é responsável pela cor alaranjada, característica do vegetal. É também uma provitamina A, melhorando a visão, o bom estado da pele e das mucosas. Cultivada todo o ano.





Alho francês (Allium porrum)
Leek

Pertence à mesma família das cebolas e alhos. Adapta-se facilmente a qualquer tipo de solo, ainda que prefira solos pouco ácidos ou neutros e bem drenados. Tem propriedades benéficas para a digestão, rins e intestinos, tensão alta, prevenção de gripes e constipações e redução do nível de colesterol.





Melancia (Citrullus lanatus)
Water melon

É muito nutritiva, com hidratos de carbono, beta-caroteno, provitamina A e vitaminas do complexo B e C, cálcio, fósforo, ferro e muita água. O licopeno e glutationa, em abundância, protegem o organismo contra o câncer e a oxidação celular. Auxilia na pressão alta, reumatismo ou gota. O sumo de melancia provoca eliminação de ácido úrico, além de limpar o estômago e o intestino. Cultivo e colheita entre Abril e Setembro.






Melão (Cucumis Melo)
Melon

Originário do Médio Oriente. Com muita água, sabor suave e doce, é uma fruta muito apreciada. Abundante em fibras, beta-caroteno, vitaminas C, B e cálcio, é indicado para doentes cardíacos e afecções do fígado. É fortificante, calmante, diurético e eficaz na coagulação do sangue. As sementes, tostadas e salgadas, podem ser consumidas. Cultivo e colheita entre Abril e Setembro


Abóbora (Cucurbita pepo)
Pumpkin

Originária da América. É um fruto rico em vitamina A, vitaminas do complexo B, cálcio e fósforo, possui poucas calorias e é de fácil digestão. O sumo das flores é bom para o estômago e para a dor de ouvido. As folhas e flores pisadas, tratam inflamações da pele. As sementes trituradas em sumos, são úteis contra a febre e inflamações das vias urinárias. Cultivada todo o ano.




Courgette (Cucurbita pepo var. zuchino)
Zuchini

É um fruto que se colhe ainda verde. De fácil digestão, rico em niacina, além de ser fonte de vitaminas do complexo B e possui poucas calorias. Tem propriedades muito semelhantes à abóbora mas com um sabor muito mais suave. Cultura e colheita entre Março e Outubro.

terça-feira, 27 de julho de 2010

PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS

 

Salva (salvia officinalis)
Sage

Na culinária é utilizada com porco, fígado, pato ou carne estufada com tomate, e em pratos quentes com queijo. O nome latino “salvia”, significa "cura”. O chá é bom para as gengivas inflamadas, além de aliviar diabetes e sintomas de menopausa. Diminui suor excessivo e é restauradora de energia. Usada também para depressão, tremores e vertigens.



Tomilho (Thymus spp.)
Thyme

É muito usado na culinaria em pratos de carne. Em infusão, no combate a infecções de garganta e pulmonares, na asma e febre dos fenos e na eliminação de parasitas. Externamente, alivia picadas, dores reumáticas e infecções fúngicas. Revigorante e tônico, é essencialmente usado como remédio respiratório.



Menta (Menta officinalis)
Mint

É excelente em assados ou estufado de borrego. Picada, fica bem em sopas de creme. A hortelã picada também pode ser espalhada sobre legumes cozidos e em molhos saladas de fruta. Em casos de gripe e enjoo das viagens. Adstringente, anti-caspa, anestésico, anti-seborreico, anti-séptico, anti-bacteriano, anti-oleosidade, descongestionante, estimulante capilar e refrescante.


Cidreira (Melissa officinalis)
Lemon balm

As folhas frescas têm um sabor e um aroma semelhantes ao do limão. Utilizam-se as folhas inteiras em ponches e bebidas de frutas e as folhas cortadas em sopas e saladas. É utilizada como antiespasmódica, antinevrálgica e como calmante. Acredita-se que ajude a conciliar o sono.Também importante como repelente de insectos.



Erva principe (Cymbopogon citratus)
Lemon grass

Usam-se as folhas em infusão, que têm propriedades febrífugas, sudoríficas, analgésicas, calmantes, anti-depressivas, diuréticas e expectorantes, além de ser bactericida. Da sua inflorescência extrai-se um óleo essencial utilizado em repelentes de insectos.




Oregãos (Origanum vulgare)
Oregano

Os orégãos são muito úteis, pois são a única erva que fica melhor seca do que fresca. Ligam bem com carne, frango, legumes e com queijo e ovos. Esta erva é muito conhecida pela sua utilização nas cozinhas italiana, grega e portuguesa. O Orégão ajuda a combater dores de cabeça causadas por problemas nos nervos. Mastigar as folhas frescas ajuda na dor de dentes.



Lucia lima (Lippia tryphylla)
Lemon verbena

Muito apreciada em chá, é muito digestiva e útil na diarreia, digestão, doenças nervosas, dor de cabeça, dor de estômago, enxaqueca, febre, flatulência, gripe, hipocondria, inchaço dos olhos, infecção intestinal, melancolia, náusea, nevralgia, taquicardia, vómito, vertigem, zumbido no ouvido e tónica, mas o seu uso prolongado pode provocar irritações.



Alfazema (Lavandula officinalis)
Lavender

O óleo essencial da lavanda (do latim "lavare",) já era utilizado pelos romanos para lavar roupa, tomar banho, aromatizar ambientes e como produto curativo (indicado para insónia, calmante, relaxante, dores, etc.). O óleo é obtido da destilação das flores, caules e folhas e é muito utilizado quer em medicina Natural como em cosmética. Em chá é um bom anti-séptico.



Poejo (Mentha pulegium)
Pennyroyal

Fica bem em pratos de peixe. O termo pulegium, deriva da palavra latina pulex (pulga), pois era costume queimar poejo nos lares como repelente. É eficaz como expectorante, contra a gripe, tosse crónica, calmante do sistema nervoso, constipações, insónias, dores reumáticas, acidez do estômago e asma.




Perpétua das areias (Helicrysum angustifolium)
Curry plant

Também chamada de planta do caril devido ao seu aroma. É usado em culinária para aromatizar sopas, molhos, vegetais, arroz, pratos de peixe e frango. Em pó é óptimo para aplicar em filetes de peixe antes de os grelhar ou assar, envoltos em folha de alumínio. O óleo tem propriedades anti-hematoma (externo ou interno). Como anti-coagulante para as contusões. É anti-flebítico (inflamação das paredes das veias, por infecção), anti-espasmódico e cicatrizante.

Alecrim (Rosmarinus officinalis)
Rosemary

Na culinária, em assados de carne e vegetais. A medicina popular recomenda o alecrim como estimulante em debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a tifóide. Uma tosse forte trata-se com infusões de alecrim, que também se recomenda para estômagos preguiçosos para digerir. Fazem uma boa base para grelhar carne ou criação.



Hipericão (Hyperucum perforatum)
St Jhon’s wort

O hipericão está indicado no alívio dos sintomas depressivos, embora não seja aconselhado o seu uso. As propriedades medicinais desta planta são imensas, e sempre foi muito utilizada no tratamento de perturbações nervosas, insónias, depressões, reumatismo, artrite, torções, feridas, úlceras, parasitas, afecções cutâneas, catarro, brônquios, bexiga, dores de cabeça, gastrite, má digestão, incontinência urinária, queimaduras.





Santolina (Santolina chamaecyparissus)
Lavender cotton

Já foi cultivada em Portugal Continental e nos Açores para fins medicinais. A folha serve para misturar em “pot-pourris” e a flor, depois de seca, é usada para arranjos florais. Também é eficaz no tratamento das picadas de insectos, bastando para isso esfregar as folhas esmagadas na zona afectada. De igual modo é usada como repelente.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Respigar e Upcycling, na Fábrica do Braço de Prata


RESPIGAR

Respigar, tal como é descrito no dicionário, significa apanhar os restos após a colheita de cultivo. Se antigamente era uma prática comum, o aparecimento de maquinaria agrícola mais eficiente e menos selectiva, vieram substituir este hábito. Mas existem ainda respigadores, quer no meio rural quer no meio urbano que o fazem por necessidade, prazer, hábito cultural (transmitido de geração em geração), gestão económica ou por preocupação ética.


  
Na nossa sociedade há cada vez mais desperdício, algo que ficou para trás e que alguém não quis mais. Por ano, milhões de toneladas de alimento são desperdiçadas e deixadas pelas máquinas, milhões de imagens passam, milhões de vida seguem, milhões de boas ideias se perdem. Toneladas de matérias primas se perdem. Incontável energia é gasta. No entanto a carência e qualidade de vida não é de todo ainda uma equação equilibrada e equitativa no Mundo.

Por outro lado há o incontornável paradigma de insustentabilidade do sistema económico e de gestão de recursos actual. Ninguém sabe aquilo que ainda virá. E num contexto de preparação e educação para a vida,  mundo que vivemos muda rapidamente e não dispomos de conhecimento científico suficiente para prever as mudanças que se avizinham ao nível ecológico, sociológico ou económico. Não podemos, ensinar às crianças de hoje como se comportar amanhã, face aos desafios futuros. O melhor que podemos fazer é ajudá-las a desenvolver o seu potencial como seres humanos para que, a seu tempo, possam criar as melhores soluções.

Os respigadores actuais, uma vez alterada a ordem dos sistemas e culturas agrícolas, ganham mais relevo nas culturas urbanas, onde o desperdício é também imenso e na maioria dos casos, um problema para os órgãos de gestão, que se vêem obrigados a encontrar destino para milhões de toneladas de moveis, utensílios, restos de obras, industrias, oficinas, e muitas outras actividades económicas ou domesticas.

Recentemente, num contexto internacional, tem surgido um movimento denominado chamado freegan, que alerta para o desperdício que existe no nosso planeta, adoptado por pessoas conscientes de todos os estratos sociais.



Complementar ou em sucessão ao conceito e actividade de Respigar surge o conceito e actividade do conceito Upcycling.

Upcycling é a prática de conversão de resíduos em produtos de maior valor. Para muitos upcyclers, é uma forma de criar obras de arte e ferramentas domésticas úteis, ou um método inovador de geração de rendimentos, aproveitando e recuperando os materiais e bens desperdiçados, e voltando a colocá-los no mercado de uso e consumo, quer com uma forma renovada ou transformada, quer na aparência ou inclusive na própria utilidade ou função do objecto. Mais importante, porém, o Upcycling é uma filosofia que transforma os resíduos em bem activo, prolongando o seu ciclo de vida, diminuindo o desperdício, que está presente em abundância em nossas comunidades.

 
Projectos "Respigar" e "Oficina de Sucata"

A iniciativa tem como principal modelo e objectivo, o conceito de recolha e transformação de desperdício urbano de qualidade e que subsiste com base em:

Recolha e angariação de objectos e de materiais
  1. Fomento de iniciativas e eventos de vendas ou trocas de materiais e bens usados 
  2. Fomento e apresentação dos trabalhos de artesãos e artistas que utilizam este conceito nas suas matérias primas e trabalhos
  3. Partilhar e disseminar o conhecimento do trabalho e transformação das matérias e objectos
  4. Fomentar a criatividade e o design como ferramenta de novas soluções para a sustentabilidade

As Reciclagens

1. Reciclagem de conceitos e ideias através da realização de palestras, workshops, tertúlias.
2. Reciclagem de estéticas, pela apresentação de exposições, cursos por artistas já reconhecidos que farão instalações, pequenas apresentações musicais
3. Reciclagem de hábitos de consumo, no mercado que será feito regularmente, com produtos acessíveis ao publico, numa perspectiva de conduzir a melhores hábitos de consumo com os seguintes bens;
4. Provenientes de agricultura Biológica.
5. Provenientes do comércio Justo.
6. Artesanato de materiais aproveitados e reciclados.




Neste contexto prevê-se a construção gradual daquilo que chamamos de momento “o Labirinto dos Respigos” ou “Parque diversões dos Respigos” (a definir) que consistirá numa instalação de grandes dimensões que será um percurso lúdico pedagógico, todo ele construído com restos e desperdício. (Imagine-se somente para visualização, um guarda-roupa que se abre e tem dentro um escorrega, que dá para uma piscina de bolas de esferovite e segue logo depois num labirinto artístico de pneus, etc.)



Os workshops

Estes são os principais temas a ser tratados para os públicos alvo:

  1. Restaurações de mobiliário 
  2. Construção caixas ninho, pequenas casas fantasia) com restos paletes
  3. Papel reciclado
  4. Estofos em mobiliário restaurado
  5. Hortas em varandas.
  6. Hortas biológicas.
  7. Pequenas construções ecológicas/artísticas para quintais urbano
  8.  Muitos outros ainda em concepção
  9. Construção de maquetas/paisagem com resíduos
  10. Jardinagem ecológica
  11. Construção maquetas
 

 Ao nível das energias, támbem várias actividades devem ser pensadas e concebidas para dar a percepcionar as consequências e implicações, tanto dos nossos consumos directos energéticos, por um lado, como das necessidades de energia para elimin~ção ou reciclagem dos resíduos.
Neste contexto é necessária toda uma consciencialização complementar do cidadão por uma aprendizagem, (ou reaprendizagem) das nossas  reais necessidades, hábitos e usufruto do consumo.
Tornar a população mais consciente e participativa, de forma a que cada um possa deixar de ser só parte do problema (que todos somos inevitavelmente, porque consumimos) mas também ser parte intrínseca e fundamental da solução




domingo, 4 de julho de 2010

FAUNA NOS JARDINS DE LISBOA





Fauna Urbana – a vida selvagem à nossa porta
(Extraido de  Naturlink)


Manuel Nunes (texto) e Jorge Nunes (fotografia)



Ao contrário do que se poderia supor, as cidades não são domínio exclusivo dos seres humanos. Nos jardins, lagos, hortas e edifícios é possível encontrar uma miríade de seres vivos que aprendeu a tirar partido dos habitats das nossas urbes.



Ao contrário do que muitas pessoas poderiam supor, as cidades não são domínio exclusivo dos seres humanos. Nos jardins, lagos, hortas e edifícios é possível encontrar uma miríade de seres vivos que aprendeu a tirar partido dos diferentes habitats das nossas urbes. São aves e mamíferos, mas também répteis e anfíbios cuja vizinhança muitas vezes desconhecemos mas que partilham connosco a selva urbana.



Quando há 12 000 anos atrás surgiram, no Crescente Fértil, as primeiras cidades, dificilmente os seus habitantes poderiam imaginar que milhares de anos mais tarde as suas urbes de adobe, madeira e pedra, haveriam de evoluir para gigantescas «ilhas» de tijolo, vidro, betão e aço onde vivem actualmente mais de 1500 milhões de pessoas. Talvez as cidades modernas tenham poucos encantos naturais quando comparadas com as primitivas cidades Sumérias, apesar disso também elas se converteram em redutos ecológicos importantes para inúmeras espécies de animais selvagens, a ponto destas chegarem a ser consideradas como ecossistemas completos nos quais a biodiversidade se relaciona entre si e com o meio envolvente com a mesma perfeição com que o faz nos espaços inalterados pelo Homem.



Mas o que terá levado tantas espécies animais, algumas delas raras nos seus habitats naturais, a ocupar estes ambientes artificiais criados pelo Homem, a adaptar-se a eles e a prosperar? Aparentemente, a resposta é simples: abundância de alimento, fruto dos desperdícios orgânicos dos habitantes humanos; ausência quase total de predadores e maior tolerância por parte dos seres humanos; abundância de abrigos e nichos ecológicos (ex.: casas abandonadas, ruínas, torres de igrejas, cemitérios, telhados, varandas, terraços, pátios, jardins, hortas, árvores, lagos, fontes, esgotos e todo o tipo de canalizações subterrâneas); e condições climatéricas mais acolhedoras, sobretudo em termos de temperatura, pois as cidades funcionam como «ilhas de calor» que, em média, registam temperaturas 1,5 ºC acima dos valores que se verificam fora do espaço urbano. Em certos casos, a adaptação à vida urbana foi de tal forma bem sucedida que algumas espécies de animais simplesmente deixaram de conseguir sobreviver sem a presença do Homem, como acontece, por exemplo, com os vulgares pardais-domésticos (Passer domesticus), que não sobrevivem em povoações que tenham sido abandonadas pelos residentes humanos.



Mas nem tudo são rosas para esta fauna urbana. Exposta a todo o tipo de perigos, os animais da cidade têm uma esperança média de vida relativamente curta, situação viável apenas devido a uma elevada fertilidade que permite a algumas espécies contrabalançar as pesadas perdas provocadas por factores como a poluição atmosférica; o excesso de ruído; os atropelamentos; a falta de refúgios nas edificações modernas; a escassez de vegetação; e até o elevado nível de stress a que muitas «espécies urbanas» estão sujeitas, como o comprovam estudos etológicos realizados em populações de aves urbanas, segundo os quais estes animais apresentam níveis de stress e hiperactividade comparáveis aos de um alto executivo humano.



Lisboa, uma cidade «selvagem»

Dependendo da localização e da quantidade e qualidade dos habitats disponíveis, as cidades atraem maior ou menor diversidade de animais. De todos os grupos de animais que frequentam ou habitam as nossas cidades, as aves são, claramente, o mais abundante. Mas não se pense que as aves se resumem aos pardais, às pombas, às gaivotas ou às andorinhas. Com efeito, a elevada capacidade de adaptação das aves, aliada a uma maior diversidade de espécies, converteu-as em verdadeiras estrelas da nossa fauna urbana, proporcionando às populações de muitas cidades portuguesas, nomeadamente daquelas onde abundam parques e jardins, terrenos baldios e/ou zonas ribeirinhas, a oportunidade de tomar contacto com o mundo novo da «ornitologia urbana».



Lisboa possui, talvez, a maior e mais estudada comunidade de aves urbanas do país. De acordo com Hélder Costa, ornitólogo da SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) e autor do livro Lisboa AVES, «nidificam actualmente em Lisboa cerca de 28 espécies, embora o número total de espécies registadas ronde as 138». Apesar deste número, poucos serão os lisboetas que conhecem verdadeiramente as suas aves. Com efeito, refere este ornitólogo, «com excepção dos pombos, das gaivotas e dos pardais, de uma forma geral, a maior parte dos lisboetas não se apercebe muito da existência de aves da cidade» o que, tendo em conta a profusão de espécies que ocupa a capital, não deixa de ser sintomático do alheamento dos habitantes humanos face aos seus vizinhos alados. Na verdade, a maioria dos lisboetas continua a desconhecer que entre os seus vizinhos se incluem espécies tão singulares como, por exemplo, os flamingos (Phoenicopterus ruber) que por vezes aparecem na zona do Parque Expo; os peneireiros (Falco tinnunculus) que nidificam desde o final da década de 90 nos respiradouros da Torre do Tombo e que frequentam algumas zonas da cidade, especialmente onde ainda subsistem terrenos baldios, parques de média dimensão ou restos de antigas quintas (zona do aeroporto, zona das Olaias, etc.); os andorinhões-pálidos (Apus pallidus), que criam em grande número nos edifícios antigos do centro histórico; as alvéolas-brancas (Motacilla alba), que se aglomeram às dezenas todas as noites nas árvores-dormitório da Praça de Espanha; os falcões-peregrinos (Falco peregrinus), que por vezes sobrevoam o parque Eduardo VII ou utilizam as pontes 25 de Abril e Vasco da Gama como poiso altaneiro; ou ainda as esquivas garças-nocturnas (Nycticorax nycticorax), que por vezes frequentam os lagos dos jardins da cidade, como acontece no Hospital D. Estefânia.



A geografia das aves urbanas



Do Minho ao Algarve, o rol de cidades e vilas onde se observam toda a sorte de aves, algumas das quais raras, é surpreendentemente longo. Em Viana do Castelo ou em Caminha, por exemplo, as marginais, situadas respectivamente nas margens do estuário do rio Lima e Minho, são frequentemente local de poiso e passeatas de aves aparentemente tão estranhas à cidade como o maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos), a narceja-galega (Lymnocryptes minimus), a garça-branca-pequena (Egretta garzetta) e o corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo) entre muitas outras. Mais para o interior do país, em Montalegre, o centro histórico é local de nidificação habitual de rabirruivos-pretos (Phoenicurus ochruros), andorinhões-pretos (Apus apus), e até de chascos-cinzentos (Oenanthe oenanthe), ariscos visitantes estivais dificilmente observáveis noutra área urbana do país que não nesta vila raiana de Trás-os-Montes. Em pleno centro da cidade do Porto, no Parque da Cidade, entre andorinhas-das-barreiras (Riparia riparia), cartaxos (Saxicola torquata), galeirões (Fulica atra), galinhas-de-água (Gallinula chloropus), guinchos (Larus ridibundus), garças-cinzentas (Ardea cinerea) e até guarda-rios (Alcedo atthis), a lista de espécies observadas ao longo do ano é tão extensa e rica que o Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS), já demonstrou, inclusive, a intenção de elaborar um guia de aves do Parque da Cidade que permita aos visitantes identificar e conhecer a riqueza avifaunística deste pulmão verde da cidade. No entanto, a ideia não é nova na Invicta. Em 1993, a Fundação de Serralves, localizada nas imediações da Avenida da Boavista, lançou o livro Aves de Serralves, onde são descritas as 79 espécies de aves com que os visitantes dos jardins da Fundação se podem deparar habitualmente. Entre estas, destaque para espécies vistosas como a poupa (Upupa epops), o gaio (Garrulus glandarius) e a pega-rabuda (Pica pica), e ainda para dois residentes inusitados: a coruja-das-torres (Tyto alba) e o mocho-galego (Athene noctua), duas rapinas nocturnas relativamente comuns nesta parte da cidade, embora mais frequentemente escutadas do que observadas pelos habitantes humanos.



Na região centro, próximo da cidade de Coimbra, a Mata Nacional do Choupal é local de nidificação de vários casais de milhafre-preto (Milvus migrans), uma rapina que se tornou tão comum na região, que os habitantes da cidade já se habituaram a vislumbrar as suas silhuetas planando lentamente sobre a baixa da cidade, sobre a auto-estrada A1 ou sobre as margens urbanizadas do Mondego, em busca de presas.



No centro-sul do país, em grandes cidades como Castelo Branco, Portalegre e Beja, ou em pequenas vilas como Figueira de Castelo Rodrigo, Barrancos, Alcácer do Sal, ou Mértola, as cegonhas-brancas (Ciconia ciconia) também se tornaram, nas últimas décadas, inquilinas notadas e incontornáveis, construindo os seus enormes ninhos sobre campanários, torres e chaminés, com o mesmo à vontade com que exibem as suas ruidosas paradas nupciais. Mas em Mértola, não são apenas as cegonhas que pontuam os céus da vila. Durante a Primavera e o Verão, um pequeno e raro falcão migrador que nidifica no sul do Mediterrâneo e inverna em África, regressa a esta pequena povoação para criar a sua prole. Trata-se do francelho-das-torres (Falco naumanni), uma ave de rapina que nidifica em velhos edifícios, montes abandonados e muralhas. No passado, terá sido bastante abundante pelas vilas e cidades do sul de Portugal, como Évora ou Castro Marim, mas actualmente, a população está estimada em apenas cerca de 160 casais repartidos por 10 colónias de criação, sendo uma das mais importantes, aquela que cria na igreja matriz, no castelo e nos velhos edifícios de Mértola, com cerca de 60 casais recenseados.



Répteis e anfíbios: os vizinhos incógnitos



A maioria das pessoas reconhece certamente as aves como vizinhos rotineiros no habitual frenesim citadino. Mas quantos de nós terão alguma vez atentado nas diversas espécies de répteis e até anfíbios que povoam as nossas cidades? Na cidade de Lisboa, por exemplo, os muros, os jardins e até os interiores das casas abandonadas ou arruinadas dos bairros históricos, constituem um lar excelso para a cobra-de-ferradura (Coluber hippocrepis), uma serpente não venenosa e inofensiva para o ser humano, com excepcionais qualidades trepadoras, que se alimenta dos abundantes ratos e ratazanas que infestam esta área da cidade, embora também cace outros répteis, como a osga-comum (Tarentola mauritanica) e a lagartixa-ibérica (Psammodromus hispanicus), também eles habitantes muitas vezes inauditos destes «condomínios de luxo» que são os velhos bairros do centro histórico da capital. Na cidade de Évora, um outro réptil, a osga-turca (Hemidactylus turcicus), uma espécie de pequenas dimensões, bastante rara entre nós e de distribuição localizada, também coexiste, muitas vezes incógnito, com os seres humanos. De actividade exclusivamente nocturna, é surpreendentemente frequente na cidade, sobretudo em ruas pouco movimentadas, num claro contraste com o que se verifica fora do espaço urbano eborense, onde é bastante rara. Mais a sul, no Algarve, também os inofensivos camaleões (Chamaeleo chamaeleon) vivem lado a lado com os milhares de veraneantes que anualmente invadem o litoral algarvio. Embora mais comuns nos pinhais litorais, sobretudo na região do centro e sotavento algarvio, os camaleões ocorrem também em zonas com árvores de fruto e vinhas, em áreas semiurbanas, paredes-meias com o casario das cidades de Faro, Tavira e Vila Real de Santo António.



Menos ubíquos do que os répteis, dada a sua menor tolerância à poluição e dependência relativamente à água para completar o ciclo biológico, os anfíbios também são presença habitual em algumas das nossas vilas e cidades. No norte e centro do país, algumas cidades costeiras, como Esposende, Vila do Conde, Póvoa do Varzim e Figueira da Foz, albergam nas suas frentes ribeirinhas dunares populações de sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes), uma espécie de anfíbio de hábitos nocturnos que apenas se observa com alguma facilidade nas noites suaves e chuvosas quando emerge da areia. Na cidade do Porto, o Parque da Cidade e o Jardim Botânico, são igualmente refúgio de várias espécies de anfíbios, entre os quais o sapo-comum (Bufo bufo), a rã-verde (Rana perezi), a salamandra-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra) e até o sapo-parteiro-comum (Alytes obstetricans), um pequeno anfíbio assim apelidado pelo facto do macho desta espécie transportar «às costas» a postura de ovos da fêmea, praticamente até à sua eclosão.



Os mamíferos e a cidade



À noite, quando os habitantes humanos se recolhem nas suas casas, a escuridão traz às ruas, aos becos, aos jardins e até às nossas próprias casas os mais esquivos e furtivos habitantes da «fauna urbana»: os mamíferos. Apesar do reduzido número de espécies de mamíferos que colonizou os ambientes urbanos portugueses, as que o conseguiram, exploraram este novo habitat como nenhum outro grupo de animais. É o caso de algumas espécies de pequenos roedores, como o rato-caseiro (Mus musculus), mas sobretudo a ratazana-castanha (Rattus norvegicus), cuja população na área da grande Lisboa, se calcula em cerca de 4,5 milhões de animais, praticamente o equivalente ao dobro da população humana residente! Mas os «mamíferos urbanos» não se resumem a estas espécies «oportunistas». Grandes cidades como Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Setúbal ou Faro, possuem, apesar da contínua expansão do betão, inúmeras áreas cultivadas espalhadas um pouco por todo o seu espaço urbano: são as hortas. Embora não passem de pequenos espaços de terra agricultada, para algumas espécies de mamíferos insectívoros, como a toupeira (Talpa caeca), o musaranho-de-dentes-brancos-grande (Crocidura russula) e até o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), constituem verdadeiros édenes onde a abundância de alimento e de esconderijos, permite uma sobrevivência citadina relativamente desafogada e sossegada. Menos comum, mas nem por isso menos familiarizado com os jardins e parques de algumas das nossas cidades, é o esquilo (Sciurus vulgaris). Até há alguns anos atrás, pelo facto da espécie se encontrar extinta em Portugal desde o século XVI, as únicas populações urbanas de esquilos resumiam-se aos animais introduzidos no Parque Ecológico de Monsanto, em Lisboa, e no Jardim Botânico de Coimbra. Actualmente, graças a uma recolonização natural a partir da Galiza, o esquilo regressa lentamente à convivência dos habitantes de algumas cidades, sobretudo do norte e centro do país (Caminha, Amarante, Penafiel, Valongo, Vila Nova de Gaia, Lamego, etc.), onde a abundância de áreas florestadas se revela ideal para a instalação deste sociável animal arborícola. Porém, alguns dos nossos vizinhos mamíferos, como os morcegos, não gozam de tão boa reputação. No entanto, sob as telhas, por detrás de uma portada, numa cave escura e pouco utilizada, ou simplesmente no buraco de uma árvore, os morcegos vivem mais perto de nós do que suspeitamos e ocorrem em praticamente todas as cidades portuguesas. O morcego-anão (Pipistrellus pipistrellus) é claramente a espécies de morcego mais comum nas nossas cidades, embora o morcego-hortelão (Eptesicus serotinus), o morcego-rabudo (Tadarida teniotis) e o morcego-arborícola (Nyctalus noctula) também sejam espécies que frequentam as nossas áreas urbanas. Apesar de pouco estimados pelos seres humanos, estes pequenos mamíferos alados desempenham um importante papel ecológico nas nossas cidades, já que se alimentam quase exclusivamente de pequenos insectos, muitos dos quais são incómodos e prejudiciais para os seres humanos. Se nos lembrarmos que um morcego consome, numa única noite, o equivalente ao seu peso em insectos, facilmente poderemos depreender que sem estes eficazes caçadores nocturnos, as nossas vilas e cidades, por certo que seriam espaços bem menos habitáveis para os seres humanos.



Bibliografia



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