sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ÁRVORES FLORESTAIS AUTOCTÓNES DA REGIÃO DA ESTREMADURA

CARVALHO CERQUINHO (Quercus faginea)
Os Carvalhos são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Fagaceae

GÉNERO: Quercus

ORIGEM: Península Ibérica e norte África.

UTILIZAÇÕES: A madeira do Carvalho Português é muito boa para a construção, sob a forma de vigas. Serve igualmente como combustível. As folhas e frutos podem ser usados como alimento para o gado. È muito apreciado como árvore ornamental.


SOBREIRO (Quercus suber)
Os Sobreiros são árvores folhosas, de folha persistente.

FAMÍLIA: Fagaceas
GÉNERO: Quercus
ORIGEM: Península Ibérica e norte África.

UTILIZAÇÕES: Muito importante pelo valor comercial da cortiça. Faz uma boa protecção dos solos e é um precioso aliado na luta contra os incêndios. Por outro lado a cortiça protege a árvore do fogo e também serve de abrigo a inúmeros animais, (sobretudo insectos e plantas) musgos, líquenes e até algas microscópicas. Os frutos são muito apreciados por muitas espécies de animais selvagens e domésticos.



FREIXO (Fraxinus angustifolia)
Os Freixos são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Oleaceas
GÉNERO: Fraxinus
ORIGEM: Toda a região mediterrânica.

UTILIZAÇÕES: Tem uma madeira clara, resistente e muito boa para mobiliário, também utilizada em cabos de ferramenta e construção de instrumentos musicais. As suas folhas podem servir de forragem para gado. O freixo possui grande interesse ornamental. É resistente à poluição urbana. As folhas e casca têm propriedades medicinais, como calmante da febre e anti-reumático.

PINHEIRO MANSO (Pinus pinea)
Os Pinheiros Mansos são árvores coníferas, de folha persistente.

FAMILIA: Pinaceas
GÉNERO: Pinus
ORIGEM: Toda a região mediterrânica.

UTILIZAÇÕES: A semente, (pinhões), oleosas e ricas em nutrientes, são muito apreciados para alimentação. A madeira emprega-se em vigamentos, carpintaria e construção naval. Muito importante para protecção dos solos arenosos e na fixação das dunas, É uma árvore ornamental de grande valor. Em alamedas e jardins proporciona uma sombra densa e muito agradável. Resistente à poluição urbana.



PINHEIRO DE ALEPO (Pinus allepensis)
Os Pinheiros de alepo são coniferas, de folha persistente.

FAMILIA: Pinaceas
GÉNERO: Pinus
ORIGEM: Toda a região mediterrânica.

UTILIZAÇÕES: É uma espécie particularmente resistente à secura, sendo frequentemente plantada em locais calcários e semi-áridos, para evitar erosão dos solos e ainda como quebra-vento. Os troncos servem para postes de construção, para cercas e para lenha. A árvore produz resina. É plantada mais para fins de protecção do que de produção pela forma má do tronco.


MEDRONHEIRO (Arbutus unedo)
Folhosa de folha persistente

FAMILIA: Ericaceas
GÉNERO: Arbutus
ORIGEM: Toda a região mediterrânica e Europa Central.

UTILIZAÇÕES: O fruto é comestível e com ele pode preparar-se uma aguardente. As folhas e a casca são muito ricas em taninos e são usadas como diuréticas, anti-sépticas e também para curtir peles. Normalmente tem porte arbustivo, mas com a idade e com condições ecológicas favoráveis, pode ser uma pequena árvore. O consumo dos medronhos em grande quantidade, pode provocar embriaguez e dor de cabeça.



SABINA DA PRAIA (Juniperus turbinata)
Árvore conífera de folha persistente.

FAMILIA: Cupressaceae
GÉNERO: Juniperus
ORIGEM: Toda a região mediterrânica na faixa costeira.

UTILIZAÇÕES: O fruto é comestível e pode preparar-se aguardente, embora seja mais comum utilizar-se o J. communis para o efeito. Da destilação de frutos e folhas obtêm-se óleo essencial, usado em terapia e cosmética, sendo um dos melhores desinfectantes e curativas das vias urinárias. Os frutos têm muita vitamina C, devendo no entanto ser muito cuidadosa a sua ingestão. A madeira é apreciada para a produção de móveis, já que se apresenta particularmente duradoura


SANGUINHO DAS SEBES (Rhamnus alaternus)
Árvore folhosa de folha persistente.
FAMILIA: Rhamnaceae
GÉNERO: Rhamnus
ORIGEM: Toda a região mediterrânica

UTILIZAÇÕES: Arbusto de folha persistente que atinge mais de 2 m de altura. As suas bagas são bastante apreciadas pelas aves para alimentação e os seus ramos densos como abrigo para a nidificação. A madeira tem algum valor ornamental para marcenaria. Também tem valor como espécie ornamental para jardins por ser muito rústica e bonita.

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL


A educação ambiental pressupõe uma actividade contínua e regular que pretende, como o próprio nome indica, educar e formar indivíduos, no sentido duma verdadeira e construtiva consciência global e ambiental, assumida como uma disciplina curricular num modelo pedagógico integral.



A sensibilização ambiental, por outro lado, através de actividades pontuais, pretende alertar e sensibilizar cada participante para um determinado tema, abrangendo contudo, uma informação mais vasta, genérica e superficial às várias questões referentes a esse mesmo tema, tendo como base o estímulo das afectividades, sensibilidade e criatividade.

É na abordagem destes modelos que Biosite.Com se propõe uma abordagem mais holística em que cada individuo tem algo de fundamental a oferecer para a "cura da Terra" e de si próprio. Partindo duma visão do mundo e do papel do homem sobre a Terra, reconhecendo a importância do espírito e do papel criador do ser humano. E sem essa componente, as nossas soluções para os problemas ambientais são muito limitadas.


É nesta abordagem que surge uma das principais linhas orientadoras do projecto Biosite.Com no seu todo. Entende-se o conhecimento e respectiva aprendizagem como uma grande rede de multidisciplinaridade, em que as coisas não são consideradas de forma estanque e compartimentada mas sim como realmente acontecem no universo real do dia-a-dia. Tudo está relacionado, de forma directa ou indirecta. As várias disciplinas, ciências, filosofias ou ofícios existem em estreita relação, e com base em princípios universais que as interligam de forma inevitável porque, e principalmente, assim é a vida e todas as coisas existentes.

Mas sublinhe-se que a intenção profunda é a de formar para a vida e não para uma actividade em especial, porque um indivíduo seguro da sua capacidade e objectivos, descobre por si próprio e ao longo da vida, o que fazer para se realizar ou qual a melhor forma de contribuir para o bem-estar geral da comunidade da forma que melhor entender. Estimular a auto-confiança, a auto-estima, a consciência, a abertura de espírito, o livre arbítrio, a criatividade, o engenho, mas acima de tudo, a alegria de viver, como ferramentas do dia-a-dia para uma melhor qualidade de vida e auto-afirmação.


Deste modo, as actividades,  foram concebidas sob a forma de ciclos que irão evoluindo, à medida que as próprias mentes e as consciências de cada um assim evoluem, tal como a Natureza se rege por ciclos e crescimentos. As coisas ligam-se e associam-se, basta que queiramos olhar de cima e não de baixo: criar ao invés de copiar. Compreender em oposição a saber. Apreciar ao invés de querer ter.

Isto é o que se procura na filosofia de concepção e execução para todas as actividades apresentadas.
Oficinas temáticas mensais

Irão ter uma periodicidade regular de uma sessão mensal, que na sua grande maioria serão realizados em previligiados e especiais espaços verdes de Lisboa. Destinados a grupos de 25 crianças cada sessão dos 4 aos 12 anos e terão uma duração média de 4 horas com uma pausa pelo meio em que será oferecido um lanche temático.

No segundo modelo são  destinados a familias (pais, mães e filhos) o que se já constatou anteriormente ser especialmente gratificante. O envolvimento, empenhamento e resultados são muito maiores. Por outro lado reforçam-se os laços e relações entre os participantes, num tipo de interacção e sentimento de partilha e harmonia que só a natureza pode proporcionar.


Na sua concepção segue-se uma coerência com os ciclos da Natureza e os ciclos da vida humana em plena harmonia com a mesma. Neste contexto, será produzido em dois modelos e tempos:

• Actividades de tempos livres divulgadas junto das escolas, com prévia antecedência e apresentadas sob a forma de actividades extra curriculares. Dependendo dos apoios obtidos, será feito o trabalho em parceria com escolas particulares, ou também com escolas públicas (caso exista o dito apoio).


Tanto num contexto como noutro considera-se importante a participação de professores/as ou educadores/as, no caso das escolas e de pais e mães no caso de particulares, na interacção e relação com os processos afectivos e de partilha das crianças.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Como ser vegetariano? E comer o quê e como?

Dispensar a carne, sem carências alimentares (ou gustativas) é a preocupação ou argumento de muitos.
Para que não seja essa a razão para não comer vegetais( e cada um come o que entende ou o que sente que necessita) então apresentaremos regularmente receitas vegetarianas. (As mesmas que normalmente enviamos aos nossos clientes dos cabazes ao domicilio).

A primeira receita é de um risoto de quinoa com brócolos e castanha . Parece bom? Vale a pena experimentar?

Ingredientes:
  • •2 colheres de sopa de óleo;
  • •½ cebola picada em cubos;
  • •1 colher (chá) de alho picado;
  • •1 xícara (chá) de brócolos em bouquets pequenos;
  • •2 xícaras de quinoa cozida;
  • •1 colher (chá) de molho soja;
  • •1 xícara (chá) de tomates cereja cortados ao meio;
  • •½ xícara (chá) de castanha picada;
  • •¼ de colher (chá) de sal.
Modo de preparo:
Numa panela, coloque o óleo, o alho e a cebola para refogar. Adicione os tomates e a castanha  e deixe cozinhar um pouco, adicionando agua para não queimar.
Por fim adiciona um pouco de molho de soja e o sal a gosto.
Coza os bróculos e a quinoa aparte e sirva como acompanhamento do restante.
A quinoa deve ser cozinhada de acordo com instruções de tempo (normalmente no pacote e depende do tipo de quinoa), pois cozida demais não tem a consistencia ideal.


Compostagem no jardim, Faça voçê próprio!

Sabia que pode utilizar a parte orgânica do lixo que produz em casa para fazer composto e usar esse material no seu quintal ou jardim, melhorando a fertilidade do solo?



Vamos sugerir-lhe uma forma de aumentar a fertilidade do solo do seu jardim, resolvendo parcialmente o problema do lixo doméstico. Comece por colocar uma pilha de composto (inicialmente lixo) num canto menos utilizado do jardim. Escolha um local nivelado com aproximadamente 1 metro quadrado por cada caixa que queira fazer, preferencialmente fora do alcance da luz solar directa e com uma fonte de água próxima. Deve ainda ser um local protegido das vistas principais, por questões estéticas, e perto de casa para que não seja penoso utilizá-lo diariamente. Limpe o chão de folhas e de relva, pois vai aplicar a primeira camada directamente no chão que não pode ser impermeável (cimento, pedra, etc.). Ao construir a "caixa" de compostagem (biodigestor), com rede galinheira ou madeira, etc., esteja certo que deixa bastante espaço aberto para que o ar alcance a pilha. Um lado da "caixa" removível facilita o manuseamento da pilha com uma pá. O compostor para uma família de três a cinco pessoas deve ter uma capacidade de cerca de um metro cúbico: duas caixas com aquela dimensão cada, com a da figura, permitem fazer a viragem de uma para a outra e manter o composto numa delas por uns dias enquanto se começa a encher a outra.






Fig. Biodigestor para compostagem de lixo doméstico.
Todos os resíduos orgânicos, desde que não sejam tóxicos ou poluentes, podem ser transformados em composto. Na prática, a maior parte dos resíduos orgânicos produzidos numa cozinha e num jardim podem ser compostados, dividindo-se normalmente os materiais em dois tipos: materiais com maior teor de azoto (materiais N) e materiais com maior teor de carbono (materiais C). Os materiais N, tipicamente os restos produzidos na cozinha, são, por exemplo, as cascas e restos de batata e frutas, os legumes e hortaliça, as borras e filtros usados de café, as folhas e sacos de chá, o pão, o arroz e a massa, a casca de ovo esmagada, os restos de comida cozinhada (tapar com terra) e cereais. Os materiais C são sobretudo os produzidos nas limpezas do jardim, nomeadamente, aparas de relva e erva, folhas secas, ramos pequenos provenientes de podas ou limpezas do jardim, cabendo também nesta classificação feno e palha, aparas de madeira e serradura e pequenas quantidades de cinzas de madeira



Não se deve juntar nunca ao material a compostar a carne, peixe e ossos, pois podem atrair animais indesejáveis; os excrementos, pois podem conter microorganismos patogénicos passíveis de sobreviver ao processo de compostagem e resíduos de jardim com pesticidas, plantas com doenças e ervas daninhas com sementes, por razões óbvias A pilha que vai construir deverá ter a maior diversidade possível de resíduos, numa proporção semelhante de materiais C e materiais N. Deverão ser feitas camadas alternadas de um e de outro tipo de material. É importante notar que além de materiais N e C, há materiais mais grossos e mais finos, mais secos e mais húmidos, devendo todos estes componentes estar presentes na pilha. Comece a pilha com uma camada de ramos partidos para facilitar o arejamento. Depois faça uma camada com 5 a 10 cm com materiais C, depois uma de igual espessura de materiais N e assim sucessivamente. A camada do topo deverá ser de material C. Logo que os resíduos orgânicos sejam colocados no recipiente de compostagem inicia-se o processo de decomposição através da acção de bactérias e fungos, sem termos que fazer nada. É um processo natural que se desenvolve por si. No entanto, para que corra bem e sem maus cheiros, é necessário que haja oxigénio suficiente, uma certa temperatura e que a humidade esteja dentro de certos limites.



A pilha deve ser virada de 15 em 15 dias, para que, dependendo das condições climáticas, o composto fique pronto em 3 ou 4 meses. Se virar a pilha raramente, o composto fica pronto num período de 6 meses a um ano.Quando se vira a pilha deve-se ter o cuidado de inverter as camadas (a inferior passa para cima e vice-versa). A pilha não deve estar exposta a ventos frios, demasiada chuva ou demasiado calor. O composto está pronto quando não se degrada mais mesmo sendo revirado, tem um aspecto relativamente homogéneo e granuloso onde os componentes originais não são reconhecíveis, tem cor escura e cheiro a terra rica em matéria orgânica. Há coisas que podem correr mal durante o processo de compostagem, mas que são normalmente passíveis de correcção. Quando o processo é lento, é possível que existam demasiados materiais C, sendo necessário adicionar materiais com maior teor de azoto e revirar a pilha. O cheiro a podre pode ter origem em excesso de humidade (o composto não deve estar a escorrer água nem alagado). Neste caso revire a pilha e adicione materiais secos e porosos como folhas secas, serradura, aparas de madeira ou palha. Outra causa possível para o cheiro a podre é o excesso de compactação; deve, neste caso, revirar a pilha ou diminuir o seu tamanho. O cheiro a amónia, tem normalmente origem em excesso de materiais N. Deve neste caso adicionar materiais C. A temperatura muito baixa: pode ter diversas causas: - Pilha pequena demais: aumente o tamanho da pilha ou isole-a lateralmente. - Humidade insuficiente: adicione água quando revirar ou cubra a parte superior da pilha ( o composto deve ter cerca de 50% de humidade). - Arejamento insuficiente: revire a pilha. Certifique-se que o recipiente tem aberturas laterais e que a primeira camada premite a passagem de ar. - Falta de materiais N (azoto): adicione este tipo de materiais. - Clima frio: aumente o tamanho da pilha ou isole-a com um materia que deixe passar o ar.



Quando a temperatura é muito elevada, ou a pilha é grande demais ou o arejamento é insuficiente. Há que diminuir o tamanho da pilha e revirá-la com maior frequência. Por último, a presença de pragas: pode ser devida à presença de restos de carne ou de restos de comida com gordura. Deve retirar este tipo de alimentos e cubrir a pilha com uma camada de solo ou folhas. Pode em alternativa usar um compostor que não permita a entrada às pragas. Depois de pronto, o composto deve repousar entre duas a quatro semanas antes de ser aplicado. Depois desta fase de maturação, pode ser aplicado em relvados, jardins, quintais, à volta das árvores ou mesmo para envasar plantas (neste caso deve juntar 1/3 de composto, 1/3 de areia e 1/3 de terra). O composto é geralmente aplicado uma vez por ano, na Primavera ou no Outono. Deve ser espalhado por cima da terra ou colocado numa camada com 2 ou 3 cm, misturado com aquela, mas nunca deve ser enterrado.

 Mas caso ainda subsitam duvidas pode sempre frequentar uma das formações que a Biosite.Com regularmente efectua na área de Lisboa, Leiria e Seixal. Pergunte-nos como, nós ajudaremos. A natureza agradece.

Texto extraido de Naturlink Por Antonio Barreto

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PERMACULTURA: OS PRINCÍPIOS BASE


A permacultura é um método holístico para planejar, actualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis.



Foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 1970. O termo, cunhado na Austrália, veio de permanent agriculture (agricultura permanente), e mais tarde se estendeu para significar permanent culture (cultura permanente). A sustentabilidade ecológica, idéia inicial, estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos.


Os princípios da Permacultura vêem da posição de Mollison de que "a única decisão verdadeiramente ética é cada um tomar para si a responsabilidade da sua própria existência e da de seus filhos" (Mollison, 1990). A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções, e pessoas em um ambiente produtivo e com estética e harmonia. E, neste ponto encontra paralelos com a Agricultura Natural, que sendo difundida intencionalmente pelas pesquisas de Masanabu Fukuoka por todo o mundo, chegaram as mãos dos senhores fundadores da permacultura e foram por eles desenvolvidas.



Permacultura é uma síntese das práticas agrícolas tradicionais com idéias inovadoras. Unindo o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporcionando o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar.



A permacultura, além de ser um método para planejar sistemas de escala humana, proporciona uma forma sistêmica de se visualizar o mundo e as correlações entre todos os seus componentes. Serve, portanto, como meta-modelo para a prática da visão sistêmica, podendo ser aplicada em todas as situações necessárias, desde como estruturar o habitat humano até como resolver questões complexas do mundo empresarial.





Permacultura é também a utilização de uma forma sistêmica de pensar e conceber princípios ecológicos que podem ser usados para projetar, criar, gerir e melhorar todos os esforços realizados por indivíduos, famílias e comunidades no sentido de um futuro sustentável.



A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos - um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energias sustentáveis.



Pode-se dizer que os três pilares da Permacultura são: Cuidado com a Terra, Cuidado com as Pessoas e Repartir os excedentes.

A ÉTICA DA PERMACULTURA


1.Cuidar da Terra
Fala do respeito a todas as coisas do planeta, sejam elas vivas ou não.
2.Cuidar das pessoas
O impacto do ser humano no planeta é muito marcante. Se pudermos garantir a todos o acesso aos recursos básicos necessários a existência, reduziremos a necessidade de consumir recursos não renováveis.
3.Partilhar excedentes e limitar o consumo
São decorrentes dos dois primeiros princípios. Partilhar excedentes significa redistribuir os recursos que temos além de nossas necessidades. Limitar consumo  faz-nos repensar os nossos hábitos e conceitos de qualidade de vida. Dar prioridade ao fluxo em vez do acúmular.



FUKUOKA NA GRÉCIA















ROBERT HART: Permacultura na Floresta


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