sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL


A educação ambiental pressupõe uma actividade contínua e regular que pretende, como o próprio nome indica, educar e formar indivíduos, no sentido duma verdadeira e construtiva consciência global e ambiental, assumida como uma disciplina curricular num modelo pedagógico integral.



A sensibilização ambiental, por outro lado, através de actividades pontuais, pretende alertar e sensibilizar cada participante para um determinado tema, abrangendo contudo, uma informação mais vasta, genérica e superficial às várias questões referentes a esse mesmo tema, tendo como base o estímulo das afectividades, sensibilidade e criatividade.

É na abordagem destes modelos que Biosite.Com se propõe uma abordagem mais holística em que cada individuo tem algo de fundamental a oferecer para a "cura da Terra" e de si próprio. Partindo duma visão do mundo e do papel do homem sobre a Terra, reconhecendo a importância do espírito e do papel criador do ser humano. E sem essa componente, as nossas soluções para os problemas ambientais são muito limitadas.


É nesta abordagem que surge uma das principais linhas orientadoras do projecto Biosite.Com no seu todo. Entende-se o conhecimento e respectiva aprendizagem como uma grande rede de multidisciplinaridade, em que as coisas não são consideradas de forma estanque e compartimentada mas sim como realmente acontecem no universo real do dia-a-dia. Tudo está relacionado, de forma directa ou indirecta. As várias disciplinas, ciências, filosofias ou ofícios existem em estreita relação, e com base em princípios universais que as interligam de forma inevitável porque, e principalmente, assim é a vida e todas as coisas existentes.

Mas sublinhe-se que a intenção profunda é a de formar para a vida e não para uma actividade em especial, porque um indivíduo seguro da sua capacidade e objectivos, descobre por si próprio e ao longo da vida, o que fazer para se realizar ou qual a melhor forma de contribuir para o bem-estar geral da comunidade da forma que melhor entender. Estimular a auto-confiança, a auto-estima, a consciência, a abertura de espírito, o livre arbítrio, a criatividade, o engenho, mas acima de tudo, a alegria de viver, como ferramentas do dia-a-dia para uma melhor qualidade de vida e auto-afirmação.


Deste modo, as actividades,  foram concebidas sob a forma de ciclos que irão evoluindo, à medida que as próprias mentes e as consciências de cada um assim evoluem, tal como a Natureza se rege por ciclos e crescimentos. As coisas ligam-se e associam-se, basta que queiramos olhar de cima e não de baixo: criar ao invés de copiar. Compreender em oposição a saber. Apreciar ao invés de querer ter.

Isto é o que se procura na filosofia de concepção e execução para todas as actividades apresentadas.
Oficinas temáticas mensais

Irão ter uma periodicidade regular de uma sessão mensal, que na sua grande maioria serão realizados em previligiados e especiais espaços verdes de Lisboa. Destinados a grupos de 25 crianças cada sessão dos 4 aos 12 anos e terão uma duração média de 4 horas com uma pausa pelo meio em que será oferecido um lanche temático.

No segundo modelo são  destinados a familias (pais, mães e filhos) o que se já constatou anteriormente ser especialmente gratificante. O envolvimento, empenhamento e resultados são muito maiores. Por outro lado reforçam-se os laços e relações entre os participantes, num tipo de interacção e sentimento de partilha e harmonia que só a natureza pode proporcionar.


Na sua concepção segue-se uma coerência com os ciclos da Natureza e os ciclos da vida humana em plena harmonia com a mesma. Neste contexto, será produzido em dois modelos e tempos:

• Actividades de tempos livres divulgadas junto das escolas, com prévia antecedência e apresentadas sob a forma de actividades extra curriculares. Dependendo dos apoios obtidos, será feito o trabalho em parceria com escolas particulares, ou também com escolas públicas (caso exista o dito apoio).


Tanto num contexto como noutro considera-se importante a participação de professores/as ou educadores/as, no caso das escolas e de pais e mães no caso de particulares, na interacção e relação com os processos afectivos e de partilha das crianças.

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