terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cabazes de produtos Biológicos ao domicilio

 Boas festas a todos, nesta semana pré-Natalícia, temos um cabaz especial com 1kg Batatas, uma couve, 1 garrafa azeite, um vinagre, amêndoas, sultanas e 6 ovos, para uma consoada de natal Bio por 16 Euros, que poderemos entregar junto com a sua encomenda habitual, ou como opção única.

 
Tenha em casa o que há de mais saudável, transformando a culinária num prazer, substituindo o tempo
gasto no super mercado.


Os nossos produtos são certificados
Temos vários tipos de cabazes para que possa escolher o que mais se adapta às suas necessidades: 



1 - Cabaz ‘Soft’ - 5 kg - Por 16,00 €
2 - Cabaz ‘Família’ – 10 kg - 30,00 €
3 - Cabaz ‘Extra’ – 20 kg – 55,00 €

Os nossos cabazes de peso fixo de 5, 10 ou 20 kg são constituídos por legumes e frutas frescas variadas (exemplo, batata, cenoura, brócolos, cebola, nabiça, nabo, maçã, tangerina, banana, kiwi, pêra, abóbora, tudo em pequenas quantidades à medida de uma pessoa. Pode optar por maiores quantidades e menor variedade) tentando variar de semana para semana e com algumas indicações do cliente que serão atendidas dentro das disponibilidades de cada momento (tipo as coisas que não usa ou as que prefere).



Esta é a composição de um dos nossos cabazes soft em Setembro de 2010

A entrega é feita, normalmente ás 5a a partir do meio da tarde e noite ou sexta durante o dia.

Podemos também enviar-lhe o catálogo semanal e constrói a sua encomenda, incluindo mercearias ou qualquer dos cerca de 1000 produtos Bio que temos em catálogo
INSCREVA-SE AGORA OU CONTACTE-NOS!


A Biosite.Com é uma cooperativa criada com o objectivo de desenvolver projectos ambientais e disseminar informação, para o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida

Biosite.Com, CRL.

933 031 962

biosite.cabazes@gmail.com

http://biosite-com.blogspot.com/

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CAMPANHA DE VOLUNTARIADO E CONTRIBUIÇÃO

BIOSITE.COM Cooperativa para a agricultura biológica, CRL


A Biosite.Com, CRL, Cooperativa sem fins lucrativos propõe-se de um modo geral, à facilitação de actividades que promovam a cidadania, a participação activa dos cidadãos e a defesa do ambiente.

  1. A Biosite.Com é uma cooperativa que investe no apoio às produções de agricultura Biológica e a pretende fomentar a todos os cidadãos. 
  2. Proporcionar alimentação Bio para corpo mais saudável, Ambiente mais saudável e devolver o prazer "gourmet" à alimentação caseira, através de produtos que valem por si próprios, no sabor intenso característico de outrora. 
  3. Promovendo as economias locais e rurais, assim como projectos vários de conservação da Natureza e recursos Naturais.
  4. Participar activamente e de modo construtivo na economia justa e ambientalmente consciente, a atitude geral positiva e construtiva, a sensibilidade a estética e a criatividade, reforçando os compromissos com o social, o ambiente, a cultura e a justiça.
  5. Prestar apoio de consultoria civica e social, com vista a uma sociedade mais saudável, positiva e responsável.
Neste âmbito e vivendo tempos de impasse em termos de alargamento de actividades mas com poucos recursos financeiros e humanos Lançamos a seguinte campanha que podemos considerar uma campanha de Natal

  1. Aceitação de voluntários, para apoio ás nossa actividades de produção hortícola (ida semanal a Montemor-o-Novo, representação na nossa loja junto ao miradouro de S. Pedro de Alcântara. Apoio no nosso sistema de entregas de cabazes biológicos ao domicilio e apoio em sessões de bio-hortas em escolas.
  2. Aceitação de donativos (que consideramos como base de 50 euros) para lançamento de projectos sociais, e que aos aderentes confere a possibilidade de aceder aos nossos cursos regulares ou de receber cabazes biológicos em casa.
Apoie-nos para que possamos crescer e servir esta causa







BIO-HORTA EM VARANDAS- O SUCESSO CONTINUA

Em virtude da continua adesão da população ao conceito, terá lugar no dia 18 Dezembro mais uma edição do Curso de Bio-Hortas em varandas, mais uma vez a realizar nas instalações da fábrica do Braço-de-Prata.

Participe e divulgue


SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DO RESPIGAR

Por questões metereológicas e de não existirem actualmente condições na tenda de circo da Fábrica do braço de prata, o "Respigar" está suspenso até encontramos em conjunto uma solução satisfatória para o problema. Em breve cremos estará resolvida e será então divulgada a informação de reinicio da actividade, o quer é de todo justificado dado a aderência e interesse que tem acontecido em torno deste evento.

Gratos a todos

A BioSite.Com

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010



Conceito Nutre

A Biosite.com, CRL, Cooperativa sem fins lucrativos propõe-se de um modo geral, à facilitação de actividades que promovam a cidadania, a participação activa dos cidadãos e a defesa do ambiente.
Assim propomos a realização de actividades que se inserem nesta visão e que de seguida passámos a expor:

1- Hortas urbanas em baldios ou terrenos cedidos, com apoio da nossa equipa já com experiência na realização deste tipo de programas, com distribuição de talhões à população interessada, incluindo formação desta e planificação do projecto dos espaços a melhorar paisagísticamente e ambientalmente, o que incluí um manual de utilização com as regras de utilização e a redução de custos dado serem os próprios cidadãos a manter o espaço.

2- Na sequência ou independentemente da inicativa anterior:
Criação de um Programa de Recolha Selectiva de Resíduos Orgânicos, com apoio da nossa equipa já com experiência na realização deste tipo de programas. Propõe a distribuição de compostores à população alvo, a definir segundo critérios a desenvolver, incluindo a formação e monitorização necessárias ao êxito deste. A sua execução inclui espaços privados, com moradias, mas também, como revalorização do espaço publico, jardins, parques, hortas urbanas e escolares.

3- Apoio à planificação na Gestão dos Espaços Verdes existentes sustentávelmente, com óbvia redução de custos e com a inclusão de uma vertente de animação dos próprios espaços.

4- Formação e workshops para os cidadãos, em vertentes como culturais, ou Como fazer uma horta ou Compostagem e que incluem temáticas como a nutrição e a prevenção da obesidade adulta e infantil, doenças cardiovasculares, diabetes etc., e que é passível de parcerias com as entidades interessadas na sua redução e outras que poderão vir a desenvolver-se.

5- Comercialização de produtos das hortas pela cooperativa num espaço que forneceria produtos alimentares biológicos com qualidade superior a baixos preços visto a cooperativa ser produtora de bens alimentares.



~

Conceito Bem Estar

Promovemos o Bem Estar com uma atitude perante a vida que contribua para uma actuação holística de cada um de nós, onde actos positivos são valorizados para o individuo mas também para toda a comunidade universal.

Assim cada uma das nossas acções proporcionar-lhe-á Bem Estar a si e aos seus mas também satisfação por fazer parte de uma rede que o alarga à comunidade de uma forma socialmente justa e ambientalmente correcta.
Como?
Proporcionamos-lhe uma série de serviços integrados que cumprem este desígnio:

1- A Base da Vida: Obtenção de energia – nutrição saudável em vários formatos e níveis
1.1 – Entrega em empresa ou ao domicílio de uma gama de produtos alimentares frescos e transformados (garantida a tracibilidade, a frescura e a pureza na origem), biológicos e socialmente justos, a preços razoáveis através de catálogo via internet e feed back com encomenda pela mesma via. Nós também somos produtores.
1.2 – Entrega em empresa ou domicílio de refeições rápidas a 7- 8 euros bio e nutricionalmente equilibradas vegetarianas também.
1.3 – Venda destes produtos em dois pontos na área de Lisboa (para já):
Rua d Pedro v nº 3 (ao Bairro alto/Príncipe real) e outro local menos central a designar.
1.4- Cursos e workshops sobre culinária e nutrição saudável

2- Mais Bem Estar

2.1 - Achamos que sempre que possível devemos produzir a nossa comida ou equivalente.
Assim proporcionamos-lhe:
2.1.1- Consultoria e apoio técnico na elaboração de projectos sustentáveis de desenvolvimento rural/urbano, agrícola/florestal ou de espaços verdes e jardins-horta bio.
2.1.2 – Manutenção de todos este tipo de espaços de uma forma dinâmica em que o seu projecto possa ainda ter uma componente de ecoturismo e educação ambiental de forma a torná-lo economicamente rentável.
2.1.3 - Cursos e workshops em várias temáticas desde como fazer uma horta bio em varandas, a Gestão sustentável de espaços verdes até às podas e manutenção dos espaços.
2.14 - Educação ambiental para pequenos e crescidos… coisas giras como os bruxinhos que é uma workshop em formato de festa de aniversário onde fazem porções mágicas!

3- E ainda mais Bem Estar….

E já que a sua saúde e a possibilidade de intervir ao nível social e ambiental de uma forma preventiva está assegurada por si, com a nossa ajuda, propomos-lhe relaxar e exercitar de uma forma que concorra para o seu crescimento pessoal:
3.1 - Cursos e pratica de yoga (em casa ou nas nossas instalações)
3.2 - Massagens várias (em casa ou nas nossas instalações)
3.3- Caminhadas (em locais que ainda são fantásticos!)

sábado, 13 de novembro de 2010

CURSO BIO-HORTAS EM VARANDAS

SÁBADO, 27 de Novembro de 2010




Viver em apartamento na cidade não é impedimento para ter uma horta Biológica.







Num workshop de 1 dia, poderá aprender na prática como fazer compostagem, semear, plantar e cuidar de plantas hortícolas, em espaços pequenos, para produção e como forma de decoração, para produzir os seus próprios legumes e verduras saudáveis, tipos de recipientes e supoirtes, plantas, sementes, tratamentos naturais, etc.

Valor: 50 Euros

Inclui:

Manual PDF de agricultura biológica
Catálogo de estruturas possiveis de usar
Sessão de sete horas com teórico/prática (emenda: termina às 18.00)
1 mes seguinte ao curso de apoio técnico
Certificado credênciado





A realização está condicionada a um número mínimo de 10 inscrições

Deve ser feita uma pre-inscrição de 50% do valor do curso
Pagamento do valor total até ao dia anterior do curso e apresentação do comprovativo no Curso.
 
Biosite.Com - Cooperativa para a Cidadania, a Sustentabilidade e a Agricultura Biológica

Rua D. Pedro V, nº 3, 1250-092 Lisboa
http://biosite-com.blogspot.com/
biosite.formacao@gmail.com

Telefones:933031962 (Maria Sousa)
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Agricultura biológica- Desafios e metas

AGRICULTURA ORGÂNICA: Desafios e metas.

Desde a II guerra mundial, os fertilizantes e pesticidas químicos têm sido muito importantes para o aumento da produtividade, porém advertências muito claras têm sido feitas actualmente sobre a qualidade de vida, tendo em vista que os produtos químicos têm tomado conta não apenas da produção em si, mas afectado tudo o que rodeia o homem, principalmente no seu ecossistema, afectado de forma tal, que tudo o que o homem consome, principalmente no seu ecossistema, contem contaminação em tal abundância, que tem se tornado caso de alarme generalizado como um perigo, tanto para a saúde humana, como dos ecossistemas naturais, comprometendo a sustentabilidade dos recursos.

Também as práticas de gestão de solos, da paisagem e dos elementos naturais em geral, em muito têm sido degradados pela agricultura convencional do seculo XX. E este alerta deposita grandes esperanças na agricultura biológica, a única que pode fazer esse retrocesso à qualidade de vida que o homem busca. A socialização dos seus benefícios é que devem ser divulgados, até como forma de desenvolvimento da agricultura familiar, que através da policultura, pode oferecer esta qualidade de vida não apenas para si, mas para com toda uma comunidade.

O poder público necessita, obrigatoriamente, de abraçar esta causa em defesa de um todo: homem, meio ambiente e futuro. É inegável que a produtividade não é tão alta, mas os benefícios podem tranquilamente fazer a diferença em que a qualidade é melhor que a quantidade e o valor agregado aliado ao custo-benefício, ainda traz vantagens.  
O produto orgânico não é apenas um produto cultivado sem o uso de adubos químicos ou agro-tóxicos. É um produto limpo, saudável, que provém de um sistema de cultivo que observa as leis da natureza e todo o maneio agrícola está baseado no respeito ao meio ambiente e na preservação dos recursos naturais.

O solo é a base do trabalho orgânico. Vários resíduos são reintegrados ao solo; esterco, restos de verduras, folhas, etc e são devolvidos aos canteiros em forma de composto para que sejam transformados em nutrientes para as plantas.

 Essa fertilização activará a vida no solo; os microorganismos além de transformarem a matéria orgânica em alimento para as plantas, tornarão a terra porosa, solta, permeável à água e ao ar. O grande valor da horticultura orgânica é promover permanentemente o melhoramento do solo. Ao invés de mero suporte para a planta, o solo será sua fonte de nutrição.

A rotação de culturas é utilizada como forma de preservar a fertilidade do solo e o equilíbrio de nutrientes. Contribui também para o controle de pragas, pois o cultivo das mesmas culturas nas mesmas áreas poderia resultar no aparecimento de doenças e infestações. As monoculturas são evitadas. A diversidade é factor que traz estabilidade ao agrossistema, pois implica no aumento de espécies e na interacção entre os diversos organismos.

O cultivo consociado, isto é, o plantio de 2 espécies lado a lado, com um objectivo especifico de inter-acção, contribui para o controle da erosão, pois mantém o solo coberto. Muitas espécies podem ser associadas entre si, pois  favorecem-se mutuamente:

Espécies que produzem muita sombra podem ser associadas àquelas que gostam de sombra; ex: tomate e salsa.

Raízes profundas com raízes superficiais; ex: cenoura e alface

Espécies com folhagens ralas podem ser plantadas junto àquelas mais volumosas; ex : cebolinha e beterraba

Espécies com exigências diversas em relação à nutrientes. ex : rúcula e brócolos.

Espécies que exalam odores e afugentam insectos: ex : alface e cebolinha.


Essas técnicas contribuem para um solo saudável, uma produção sadia e previnem o aparecimento de infestações. A conservação de faixas de vegetação selvagem entre os canteiros auxilia no controle de pragas. Servem de refúgio para diversos insectos benéficos que se alimentam de fungos ou organismos que, sem seus inimigos naturais, poderiam aniquilar a cultura. A fauna selvagem é preservada e a diversidade é essencial para o equilíbrio de várias espécies.

Infestações ocasionais podem ser tratadas com caldas, criação e libertação de inimigos naturais, armadilhas, captura manual e outros.

A maioria da produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tiram da terra o seu sustento. Conservando o solo fértil, a agricultura orgânica prende o homem à comunidade rural à qual pertence.
2. QUALIDADE x QUANTIDADE

Procura de alimentos
 Nas últimas décadas a agricultura ocidental passou por várias transformações, entre as quais, se observa um aumento significativo na produção anual de grãos. Isto, sem sombra de dúvidas, é muito bom economicamente para o Mundo, pois, além de atender às necessidades na alimentação, ainda garante mercadoria para exportar e gerar receitas.

Mas há o outro lado da questão que é a preocupação com o solo, degradação ambiental, alimentos com quantidades muito grandes de agrotóxicos, contaminação de recursos hídricos e problemas de saúde nos trabalhadores que executam a aplicação destes agrotóxicos na lavoura. Então, a crescente preocupação com a natureza através da “Agenda 21”, escolas, meios de comunicação, administradores públicos e privados e a população em geral, têm a necessidade de repensar as práticas actuais, acenando para uma mudança de hábitos, a fim de obter a qualidade de vida populacional, não descuidando do solo, água e, acima de tudo, do meio natural em geral.

Para a fertilização deve-se passar a recorrer cada vez mais á utilização de resíduos orgânicos, sejam eles vegetais ou animais.

O resíduo de gado herbívoro é mais utilizado seguido do suíno que necessita de certo tempo para a fermentação e por último, o resíduo de aves que deve ficar um ano armazenado por causa das hormonas.

Porém, como se trata de um tema bastante pertinente, justifica-se o interesse em buscar subsídios de análise e questionar sobre a falta de informação com relação à produção orgânica aos agricultores em geral e aos consumidores no sentido de aderirem ao consumo de produtos orgânicos.

Por que razão aderir à produção orgânica?
Sabemos que uma das principais questões dos diferentes sistemas de produção agrícola, diz respeito à sustentabilidade desses sistemas, em conservar e melhorar os recursos produtivos, tais como: o solo, a água, o ar e a própria biodiversidade, que permitem uma produção adequada de alimentos na obtenção de qualidade de vida e para as futuras gerações.

Partindo do princípio médico de que a maioria das doenças decorre do desequilíbrio alimentar pelo uso de elementos químicos, é necessário repensar a forma de nos alimentarmos.

Actualmente, cada pessoa, com a sua liberdade para escolher o que quer consumir, tem opção de uma variedade enorme de produtos industrializados e comercializados, os quais contêm produtos químicos, resíduos tóxicos, conservantes e corantes nas comidas e bebidas; antibióticos e hormonas nas carnes; metais pesados introduzidos na água, etc.

A alternativa que se viabiliza no momento como melhor caminho para uma melhor qualidade de vida e sustentabilidade é a produção biológica.

Este problema já começa na própria concepção de “agricultura biológica”, que geralmente oscila entre o modelo predatório que era utilizado onde o agricultor chega, desmata, queima, planta por alguns anos, e depois dos solos esgotados, deixa o mato se reocupar os terrenos ou faz pasto e assim ficará até acontecer uma mudança de tecnologias ou incentivos comunitários desadequados e recomeça a predação.

Diante do acima exposto é necessário, compreender o que é agricultura orgânica e quais seus benefícios.

A agricultura orgânica ou Agricultura biológica é um termo frequentemente usado para a produção de alimentos, produtos animais e vegetais que não fazem uso de produtos químicos sintéticos ou alimentos geneticamente modificados, geralmente aderem aos princípios de agricultura sustentável. Sua base é holística, ou seja, de todo o sistema de produção, põe ênfase no solo. Seus proponentes acreditam num solo saudável, mantido sem uso de fertilizantes e pesticidas feitos pelo homem, os alimentos têm uma qualidade superior a alimentos convencionais.

Actualmente também já se pode dar uma igual importância à industria de transformados de agricultura biológica, dado o alto peso que têm quer na nossa alimentação como nas produções e também por sua vez na contaminação ambiental, no caso da agro-industria biológica a ser evitado ou minimizado a todo o custo, como regra e condicionante.
Procura-se produzir com uma maior eficiência energética. Busca-se conhecer e incrementar interacções positivas que beneficiam a produção.

O desafio de aumentar a produção de alimentos para equipará-la à procura, ao mesmo tempo mantendo a integridade ecológica essencial dos sistemas de produção, é um desafio formidável em magnitude e complexidade. Porém, dispomos do conhecimento necessário para conservar os nossos recursos agrários e hídricos, embora tenha que haver uma maior consciencialização neste sentido, pois sabe-se hoje que os recursos hídricos não são infindáveis.

Essa é mais uma vantagem da agricultura biológica, uma vez que a regularidade das chuvas dependem directamente da questão agrária, tais como: desmatamentos, queimadas, defensivos químicos e outra série de factores provenientes da poluição de todo um sistema, que faz com que as épocas de chuva também se modifiquem.

Contudo, as novas tecnologias possibilitam o aumento da produtividade e, ao mesmo tempo, reduzem as pressões sobre os recursos. Uma nova geração de agricultores combina experiência com educação. Na posse desses recursos, podemos satisfazer as necessidades da grande família humana.

Como obstáculo temos o enfoque limitado do planeamento e das políticas agrícolas, onde cabe ao poder público fazer a sua parte, pelo simples facto de estar trabalhando para a saúde e bem estar da população.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto, é preciso que a população adira ao consumo de produtos orgânicos, para que tenha uma qualidade de vida melhor. Motivos para tal, são muitos e vão ao encontro não apenas da saúde e bem estar do indivíduo mas principalmente, do ecossistema, do qual este mesmo indivíduo é parte, cujos principais.
Torna-se também fundamental, accionar medidas, mecanismos e práticas para que os actuais ainda por vezes altos dos produtos biológicos, sejam ao invés de penalizados pela, máquina burocrática e fiscal, incentivados para que se tornem mais acessíveis a toda a população (embora que, se for feito um consumo racional, tipo produtos de época, esses preços chegam a ser mais baixos que o convencional, mas isso será tratado em artigo próximo)

São descritos a seguir os referidos benefícios:




  1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e estudos têm demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reacções alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até cancro.
  2. Os alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e equilibrados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo.
  3. Os alimentos orgânicos são mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos - na sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los.
  4. Protege futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afecta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura biológica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base do seu trabalho a preservação dos recursos naturais.
  5. Evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, etc., o solo mantém-se fértil e permanece produtivo ano após ano.
  6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis de água e poluem rios e lagos.
  7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e as áreas naturais são conservadas  na produção biológica e a interesse do próprio agricultor.
  8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.
  9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica no solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como consumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.
  10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura biológica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização. O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de estar a adquirir produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.
Consuma produtos biológicos e promova a agricultura biológica e a sustentabilidade dos recursos naturais

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


Viver em apartamento na cidade não é impedimento para ter uma horta Biológica.

Num workshop de 1 dia, poderá aprender na prática como fazer compostagem, semear, plantar e cuidar de plantas hortícolas, em espaços pequenos, para produção e como forma de decoração, para produzir os seus próprios legumes e verduras saudáveis, tipos de recipientes e supoirtes, plantas, sementes, tratamentos naturais, etc.

Valor: 50 Euros

Inclui:
  • Manual PDF de agricultura biológica
  • Catálogo de estruturas possiveis de usar
  • Sessão de sete horas com teórico/prática (emenda: termina às 18.00)
  • 1 meses seguintes ao curso de apoio técnico
  • Certificado credênciado

A realização está condicionada a um número mínimo de 10 inscrições

Deve ser feita uma pre-inscrição de 50% do valor do curso

 
 
Biosite.Com - Cooperativa para a Cidadania, a Sustentabilidade e a Agricultura Biológica

Rua D. Pedro V, nº 3, 1250-092 Lisboa
http://biosite-com.blogspot.com/
biosite.cabazes@gmail.com
Telefones:933031962 (Maria Sousa)937852418 (Tito Lopes)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Inauguração de loja de comida BIO

O “BioSitio” da boa alimentação



- A produção biológica caracteriza-se sobretudo na obtenção de alimentos de elevada qualidade nutritiva e orgânica, e pela aplicação de sistemas de produção sustentáveis e naturais que respeitam o meio ambiente e no nosso caso os ecossistemas Naturais
- Nas refeições Biosite, quase todos os vegetais são produzidos por nós próprios e certificados em biológico, e no conjunto todos os ingredientes são 100% biológicos para uma qualidade e sabor óptimos:
- Todas as refeições são concebidas tendo em conta uma alimentação equilibrada e completa com base na roda dos alimentos, não perdendo no entanto as características gourmet de sabor e apresentação.


Os diversos alimentos, em embalagem selada, provêm directamente do produtor ou da cozinha, localizados a distâncias próximas para obter uma maior frescura
 1. Wraps
2. Refeições completas
3. Saladas
4. Sandes várias
5. Doçaria
6. Sumos naturais
7. Bebidas vegetais e chás de ervas
 Os produtos são acondicionados em embalagens ecológicas, biodegradáveis ou 100 % recicláveis, que permitem ser aquecidas em microondas ou forno.
O transporte das refeições é efectuado em viatura refrigerada para manter a qualidade e sanidade.


• Podem ser encomendados para o nossos contactos directos e entregues no local pretendido,

• Através da firma no menu com quem temos acordo ou
• Directamente na nossa loja na Rua D. Pedro V, nº 3, Lisboa (junto ao miradouro de S. Pedro de Alcântara)

Através dos nossos telefones indicados no blog

A Biosite (apresentação)

A Biosite.com, CRL, Cooperativa sem fins lucrativos propõe-se de um modo geral, à facilitação de actividades que promovam a cidadania, a participação activa dos cidadãos e a defesa do ambiente.
Com os principais projectos actuais de:

1. Produção de hortícolas biológicos em Montemor-o-Novo e Sintra.
2. Distribuição de cabazes biológicos ao domicílio
3. Realização de bio-hortas em escolas
4. Programas pedagógicos em educação ambiental (escolas e publico em geral) e quintas pedagógicas e temáticas.
5. Plano de formação com o curso de hortas em varandas, monitores de educação ambiental, iniciação à Permacultura, jardinagem ecológica para crianças.
6. Projecto “Respigar e Transformar”, que aborda a redução do consumo e desperdício nas grandes cidades.
7. Projecto Hortas urbanas, que aborda a temática da ocupação de terrenos abandonados para a criação de espaços comuns de lazer, terapia ocupacional, convívio através da criação de hortas e jardins comunitários






Inauguração de Loja

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O consumo do Futuro

Fazer compras de produtos biológicos por grosso e em conjunto sai mais barato. É o que propõem os "grupos de compras solidárias" com enorme sucesso, nomeadamente na Alemanha, junto dos adeptos da "agricultura biológica".


Acabararm-se as idas semanais, solitárias, ao supermercado. Na Alemanha, o apreciador da boa comida adepto de produtos biológicos abandona, cada vez mais, as grandes superfícies em proveito das cooperativas alimentares, também chamadas "centrais de compras solidárias".

http://biosite-com.blogspot.com/p/loja-e-cabazes-ao-domicilio_07.html?spref=fb

Os consumidores associam-se para efectuarem as compras de fruta e legumes. Como as cooperativas conseguem comprar produtos alimentares de agricultura ecológica em maiores quantidades, os agricultores e os revendedores de produtos alimentares, como as empresas Bioland ou Rapunzel, estão dispostos a baixar os preços. Resultado: os membros das cooperativas fazem economias e habituam-se a consumir "de forma alternativa".

Distributição ao domicílio
A organização das cooperativas alimentares baseia-se na boa vontade dos seus membros. Assim, Daniela, estudante de Etnologia em Münster, assume a sua quota de trabalho: recebe os produtos no seu apartamento. Reparte-os em seguida pelos membros, que passam por casa dela a levantar as suas encomendas.

A cooperativa de Münster desenvolveu o seu próprio sistema de encomendas por Internet. No seu site, pode-se não apenas encher o cesto, mas consultar igualmente as facturas. Cada membro começa por dar uma entrada e, depois, pode encomendar o que quiser. Cada um deduz os custos na sua conta, mas não há controlo. O sistema das cooperativas alimentares baseia-se na confiança mútua entre membros. Portanto, para entrar no grupo, é necessário não apenas apresentar-se em pessoa aos outros membros, mas também estar disposto a participar frequentemente nas reuniões e mostrar real interesse no projecto.

O que há no cesto de produtos biológicos da Daniela, neste mês de Setembro? Couve rábano, cogumelos e erva-doce, amoras e pão bretzel biológico… Não vale a pena procurar ananás, apesar de a presente "biomania” ir ao ponto de a simples aplicação de um rótulo “biológico” chegar a justificar a exportação de kiwis sul-africanos para a Europa. Para as cooperativas alimentares, a cultura de produtos alimentares deve respeitar os recursos naturais e proteger a natureza e o ambiente.

O que chega ao prato dos membros de uma central de compras solidárias deve ter sido cultivado sem produtos tóxicos e de acordo com critérios ecológicos. O sindicato federal das cooperativas alimentares (mais conhecido na Alemanha sob o nome de Foodcoop Bundes AG) bate-se para que os produtos sem pesticidas estejam disponíveis mesmo para lá das existências das cooperativas. Por isso, ajuda o consumidor vulgar a melhorar os seus hábitos de consumo. Os seus cavalos de batalha? Acabar com as embalagens, reduzir os transportes de produtos alimentares e escolher prioritariamente produtos regionais e da estação. Afinal, pode-se viver sem laranjas importadas de Espanha ou ananás do Brasil.

Mais ecológico que nas bio-lojas
 Foi nos anos 70 que os pioneiros do movimento das cooperativas alimentares começaram a concretizar o seu sonho de pôr alimentos biológicos ao alcance de todos, a um preço razoável. A ideia espalhou-se rapidamente através de toda a Europa. No entanto, se as novas cooperativas se multiplicaram na Alemanha e Inglaterra, em França, onde(apesar do relativo sucesso das AMAP) não representam ainda uma alternativa à oferta das cadeias de supermercados, continuam a ser relativamente raras. Em contrapartida, vê-se cada vez mais frequentemente os consumidores das zonas rurais fazerem compras directamente junto dos agricultores.

De uma maneira ou outra, o conceito subjacente é idêntico: os produtos biológicos são melhores para a saúde e para o ambiente, mas saem menos caros se forem comprados directamente ao produtor.


Para o porta-voz do sindicato federal, Tom Albrecht, as cooperativas alimentares reúnem pessoas "mais ricas em tempo do que em dinheiro". Os que ganham mais e se interessam por produtos biológicos compram geralmente nas lojas. "As cooperativas alimentares são a alternativa mais ecológica", sublinha Tom Albrecht, porque são as únicas a poder satisfazer precisamente a procura dos seus membros. Quanto mais o abastecimento for assegurado por produtores locais, mais os custos de transporte diminuem.

Assim, o agricultor ou o grossista que trabalha com uma cooperativa entrega em geral os produtos num único lugar, acessível a todos os membros. As lojas biológicas, por seu lado, são obrigadas a gerar lucros e a propor nas suas prateleiras alimentos que têm um menor escoamento.



Lukas Ley et Lilian Maria Phitan (Adaptação BioSite)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O principiante da horta-urbana

Horticultura Urbana


A horticultura urbana pode parecer uma tarefa monumental, mas pode ser um esforço bem sucedido e sobretudo bem recompensado na qualidade dos alimentos produzidos e também em alguma poupança no orçamento doméstico.

A agricultura urbana pode ser tão simples como ter um único tomateiro ou tão grande como o quintal inteiro. Alguns elementos-chave podem ajudar os iniciados como e por onde começar e como evoluem no aproveitamento de espaço para um objectivo produtivo da auto-suficiência. Esse movimento está a espalhar-se pelo mundo como um meio de economizar dinheiro e alimentar de forma mais saudável.

Horta Urbana-Que dimensão para começar?

O agricultor iniciado deve começar em pequeno, na sua própria varanda, quintal, marquise ou janelas. Aquele que tem alguma experiência de jardinagem poderá ser  mais  arrojado. A melhor maneira de começar esta empresa será em começar um planeamento. O agricultor urbano começa a planear a horta durante a época entre estações de cultura, quando o clima não é propício para adequar as condições de cultivo,  como seja, o que plantar e onde plantar dentro do ambiente urbano. O iniciado faria bem em começar com apenas três a cinco plantas da mesma espécie e na temporada seguinte adicionar  outras variedades e consequentemente, aumentando a área utilizada até que uma verdadeira horta produtiva possa ser estabelecida.

Com o aumento do conhecimento e segurança das principais técnicas e culturas de horticolas em geral, deve-se planear plantar mais variedades, assim como aumentar o número de plantas cultivadas. Mesmo com um vasto conhecimento de horticultura deve começar pequeno, porque o ambiente de horticultura urbana é geralmente diferente de outros ambientes mais adequados para a actividade. Isso não quer dizer que o cultivo de uma horta na cidade é difícil, mas tem desafios únicos, especialmente a falta de espaço.


Horta urbana- lidar com os desafios
Os desafios da horticultura urbana incluem a falta de espaço, condições de luz do sol, e a vida selvagem urbana. Vários métodos são usados para combater a falta de espaço. Estes métodos incluem crescimento vertical, utilizando canteiros, bem como o método de jardinagem em cama profunda. Muitas plantas que trepam, podem ser cultivadas verticalmente com êxito aproveitando as grades de varandas ou até estruturas simples de apoio na parede. Ervilhas, feijão, pepino, melão são exemplos de plantas a aproveitar o uso vertical para proporcionar mais espaço de terra para o plantio de outras variedades de legumes e frutas mais rasteiros.
Na verdade, as ervilhas e feijões necessitam de espaço vertical para maior desenvolvimento. Neste contexto e sendo cultivo de sementeira directa, deverá ser pensado o espaço tendo em conta estas caracteristicas. Plantas com menor crescimento são cultivadas para o sol, nas linhas da frente, e sucessivamente mais altas mais para trás num método de plantação em fileiras, para que cada planta possa receber a luz solar adequada. Isso geralmente é feito com as plantas mais altas encostadas ás paredes.


As camas levantadas podem ser uma utilização eficiente do espaço quando este é limitado para começar. Mais plantas podem ser cultivadas por metro quadrado numa cama levantada do que quando cultivadas recorrendo ao sistema de linha tradicional.
Condições de luz solar podem também ser um factor de desafio para horticultura urbana. A falta de luz solar pode levar as plantas a produzir menos quantidade, assim como afectar a sua saúde. Demasiada exposição solar pode queimar as plantas e matá-las.

Falta de luz solar pode ser compensada pela escolha das janelas ou varandas mais adequadas, ou colocando superfícies reflexivas no caso de quintais muito escondidos. Pintar uma parede ou muro em branco, por exemplo, pode melhorar as condições de luz solar adequada.


Muito sol,  pode ser compensado pela rega extra ou proporcionando sombra durante o período de luz solar mais intenso. Com postes e um lençol de algodão transparente pode fazer maravilhas para melhorar as condições para um exposição adequada ao sol. No caso de varandas ou marquises, pode ter sombra recorrendo a vasos grandes com árvores como pessegueiros, romãs, macieiras, etc, contando que percam a folha no inverno, quando será necessário optimizar a luz. Assim, além da horta passa a ter também um pomar.

A vida selvagem urbana pode ser um problema para muitos horticultores urbanos, uma vez que ao contrario do campo, o ecossistema artificial não dispõe de muitas espécies de animais selvagens que são auxiliares por consumirem insectos e auxiliarem o agricultor.
No entanto, muitos métodos existem para combater insectos e bichos que podem causar estragos num jardim de outra forma produtiva. O mais amplamente eficaz dissuasor de pragas e também mais fácil para um agricultor orgânico urbano, é um simples pulverizador de controle de pragas, com um preparado incluindo pimenta, sabão azul e branco e água. Em quintais, os métodos de barreira, como pedras ou bambu ou com fio de aves podem fazer muito para manter os roedores tais como ratos e coelhos fora do jardim. Algum espantalho criativo sobre as árvores de fruto, vinhas, e os arbustos podem controlar os danos dos pássaros de fruta.

No entanto e relativo a este ponto, existem também na cidade, de igual modo, muitas outras espécies de insectos e aves que são benéficos e normalmente designados como auxiliares, exactamente porque se alimentam ou afugentam, daqueles outros que são indesejados. Para isso também existem várias técnicas e formas de atrair estes simpáticos e altruistas ajudantes (Joaninhas, louva a deus, corujas, pequenas aves insectívoras e repteis em geral  que são grandes consumidores de insectos e ratos).


Brevemente faremos um artigo com indicação destas espécies auxiliares.

A horticultura urbana pode ser uma empreitada muito lucrativa e não só pelas colheitas mas por todo o processo como actividade em si, pois é altamente terapêutico, pedagógico e interessante. Verá quando começar a interligação dos vários fenómenos. Tudo esta ligado e em estreita relação. Compreender e superar os desafios podem dar óptimos resultados em direcção ao sucesso final. Começar pequeno é crucial para aqueles que desejam começar um jardim urbano. Como referido

 (Adaptado do texto de Elizabeth Rose 30 de Junho de 2010)

Mãos à obra e se tiver dúvidas, achar que não consegue, ou não tem tempo, mas quer muito ter na mesma, contacte-nos. Essa é a nossa missão e profissão.... 
 

domingo, 26 de setembro de 2010

O efeito da agricultura biológica nas Mudanças Climáticas

O efeito da agricultura biológica nas Mudanças Climáticas




Com o nosso modo de vida actual, pensar impedir a mudança do clima para um cenário devastador é quase impossível ou no minimo muito pouco realista.  Segundo relatos, 'Trezentas peças de cinquenta por milhão (350 ppm) é o limite recomendado de segurança para o dióxido de carbono na nossa atmosfera. Hoje, a 386 ppm, estamos bastante acima do limite. Esta é a razão pela qual até hoje, por exemplo, a já metade de Metro de Manila, uma cidade que acreditava ser impossível afundar, começaram a ficar submersos. Esta é também a razão das tempestades e intempéries (desde o excesso, escassez ou irregularidade de chuvas, calor, ventos, etc) que vêem devastando as explorações agrícolas no mundo inteiro, resultando em escassez de alimentos nalgumas regiões do planeta, avultados prejuízos, ou especulações de mercado noutros e no final, a sempre presente, quebra continua de qualidade dos produtos alimentares.

Isto no contexto da produção agricola, porque os problemas, estragos e prejuízos são muito mais vastos e transversais a muitos sectores e também factores, incluindo a crescente perda de vidas humanas (e muitas outras espécies vivas) com calamidades naturais.



 "Para evitar mais caos climático, com todas as inevitáveis perdas e possíveis mudanças drásticas anunciadas para a ordem de muitas coisas como as conhecemos, devemos implantar a tecnologia mais criativa e inovadora que esteja actualmente à disposição no planeta, para rapidamente retirar o dióxido de carbono da atmosfera.
 Se, no entanto, mudarmos o nosso estilo de vida, ainda pode haver alguma esperança. Uma maneira é através da agricultura respeitadora do ambiente. Tanto quanto possível, precisamos retirar mais carbono da atmosfera.  "A agricultura biológica poderia puxar quarenta por cento das emissões globais de nossa atmosfera a cada ano e 40% é uma grande ajuda no nosso ambiente. Os agricultores que estão construindo carbono orgânico a partir do solo (vulgo plantas) podem remover dióxido de carbono da atmosfera a taxas de 2 toneladas de CO2 por hectare."

Ao praticar uma agricultura sustentável, orgânica ou biodinâmica, podemos nutrir continuamente os nossos solos, com técnicas criativas, como rotação de culturas, cobertura de cultivo, fertilizantes orgânicos e imitar os métodos inovadores, mas suaves e regeneradores da Natureza. Ao contrário da agricultura convencional, onde empresas de produtos químicos queimam combustíveis fósseis para a produção de fertilizantes sintéticos, que por sua vez vão para o ar e consecutivamente perturbar ainda mais o nosso ambiente e clima.

" Segundo a Organic Farming poderíamos parar as alterações climáticas globais ". Os verdadeiros agricultores biológicos ajudam a construir solos verdadeiros, de estrutura natural, equilibrada e saudável. E solos bem tratados têm uma muito superior capacidade de reter mais carbono e segurar mais água. Solos naturais e saudáveis têm melhor desempenho, quer seja em situações de muito secas ou muito húmidas condições meteorológicas. Com boa terra, vamos construir uma Terra melhor, resiliente ao clima muito incerto que nos aguarda. E isso significa também alimentos mais saudáveis para o nosso mundo em crescimento ".

Ao invés de penalizados com taxas, fiscalizações e custos burocráticos acrescidos (que a agricultura "tóxica" não tem) que só encarecem o valor final dos produtos para o publico, os agricultores biológicos deveriam ser apoiados e incentivados a intensificarem as práticas culturais de fixação de carbono (incluindo nisto a gestão florestal sustentável, também de muito grande importância).

Seria melhor para nós, afim de tirar proveito da situação, enquanto o efeito ainda não se tenha instalado irreversivelmente . A mudança deve ser a nossa principal prioridade, se o que quisemos fazer seja manter o nosso futuro, conservar e conseguir um lugar melhor para os nossos filhos para viverem.  Se não, então tudo aquilo que defendemos, tudo o que nos é caro, e tudo que nós construímos e conquistámos será sentido e em grande parte perdido nos próximos anos.
 
Podemos pelo menos formar opinião, consciência e exigir que nos protejam, á nossa saúde, do nosso planeta, e o futuro das gerações vindouras.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Como verificar os rótulos das embalagens de produtos alimentares

Quando vai às compras, começa por ler a informação nutricional que vem escrita nos rótulos e acaba por desistir?

Nem sempre é fácil decifrar o que vem lá escrito.
Uma leitura correcta dos rótulos é, hoje, uma ferramenta indispensável aos bons hábitos alimentares. Quer-se por conseguinte, uma interpretação fácil, rápida e clara.

Então como pode decifrar um rótulo alimentar?

Comece por verificar a lista de ingredientes do produto, referidos em ordem decrescente de peso, isto é, do que está em maior quantidade para o que está em menor. Assim, se o açúcar, a gordura ou o sal forem dos primeiros da lista de ingredientes de um alimento, deve moderar o seu consumo. Atenção que o açúcar pode estar descrito como maltose, dextrose, xarope de glucose ou açúcar invertido e a gordura como óleos ou outros.De seguida deve dar importância à indicação do valor calórico do alimento, por 100 gramas ou por porção. Compare a porção que consome e a porção que é descrita na embalagem. Por exemplo, se numa embalagem de bolachas a porção se referir a uma bolacha e se comermos 3, não podemos esquecer que o valor apresentado na tabela terá que ser multiplicado por 3.

Deve verificar a gordura. Quanto menos gordura saturada e hidrogenada ou trans tiver, melhor. Privilegie produtos isentos deste tipo de gordura.

Verifique também a quantidade de hidratos de carbono. Prefira alimentos ricos em amido e pobres em açúcar, como é exemplo o pão, e assim ficará saciado durante mais tempo.

Outro aspecto importante, na leitura dos rótulos, é a indicação das percentagens. O que é que isso significa? É a percentagem que cada nutriente atinge da sua dose diária recomendada. Por exemplo, um determinado produto alimentar apresenta na sua rotulagem 20% de vitamina E, ou seja, ao consumirmos uma porção daquele alimento é fornecido 20% das necessidades médias diárias desta vitamina. Portanto, deve comer mais alimentos ricos em vitamina E ao longo do dia, para que possa atingir 100 % das necessidades diárias desta vitamina.

Agora, falemos de prazos de validade. Podem apresentar-se sob 2 formas: “Consumir até”, utilizado quando os alimentos se deterioram rapidamente (exemplos: carne, ovos e lacticínios). Todos os produtos frescos embalados têm um período de validade curto e não devem ser consumidos após a data indicada na embalagem, pois existe o perigo de intoxicação alimentar. Por exemplo: um queijo fresco é um alimento perecível, devido ao seu alto teor em água é propício ao desenvolvimento de bactérias prejudiciais para a saúde; “Consumir de preferência antes de”, utilizado em alimentos que possuem uma durabilidade maior (por exemplo, cereais, arroz, especiarias). Não é perigoso consumir um produto após esta data, mas o alimento pode ter começado a perder o seu sabor e a sua textura.

À semelhança do que se faz quando comparamos os preços de produtos semelhantes, opte também por comparar os diversos constituintes entre si. Gaste alguns minutos e analise a rotulagem e não se deixe seduzir por embalagens coloridas, sem antes fazer uma correcta análise do produto. Por exemplo, existem cereais de pequeno-almoço cujas embalagens são muito apelativas ao consumidor mas, ao analisar o seu rótulo, constata-se que o segundo, ou terceiro, ingrediente mais presente naquele produto alimentar é o açúcar.

Apraz referir que não existem géneros alimentícios bons nem maus. Devem ser consumidos de acordo com a quantidade adequada e de acordo com a sua finalidade. Nunca se esqueça que a sua alimentação deve ser completa e equilibrada, alicerçada em variedade.

Extraido de Stop cancer Portugal
http://www.stopcancerportugal.com/2010/09/20/decifrando-as-embalagens/

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Alimentação saudável no trabalho

Muitos países estão apostando suas políticas em alimentação saudável para melhorar o nível de vida de sua população. Especialmente as nações em desenvolvimento, que estão em busca de estratégias preventivas para evitar as epidemias de obesidade, diabetes e doenças crônicas que já pesam na produtividade e redução de vida nos Estados Unidos.
A alimentação saudável pode devolver as taxas de diabetes tipo 2 de volta ao seu nível histórico de cerca de 0% em países como os EUA, com nível atual de 8%, e México, onde 12% da população tem diabetes, até agora a principal causa de morte no país.

Porém, para a maioria dos adultos, o café da manhã é uma mancha na memória, o trabalho, uma prisão desprovida de escolhas alimentares saudáveis, e o jantar uma correria. Então, quando e onde eles podem comer as recomendadas cinco porções ou mais de frutas e vegetais por dia?
A chave é justamente os almoços saudáveis no trabalho. Em quase todos os países, muitos trabalhadores enfrentam o mesmo problema: falta de acesso a alimentos decentes no trabalho. Se há uma lanchonete, normalmente ela não serve comida saudável, ou é cara, ou os dois. A maioria dos restaurantes próximos ao trabalho é tipicamente da variedade “fast-food”.

É por isso que nutricionistas da Universidade de Antioquia têm instituído diversos programas de alimentação aos trabalhadores em cidades com mais de três milhões de habitantes.

Um destaque é o café em uma fábrica de montagem da Renault, no qual são servidos aos trabalhadores uma oferta equilibrada de arroz, feijão, sopas, carnes e seleções amplas de vegetais crus e cozidos.

Segundo os pesquisadores, a Renault observou uma melhora quase instantânea nos perfis de saúde dos trabalhadores em termos de peso, colesterol e outras medidas metabólicas.

A solução proposta pela Renault é interessante. Da mesma forma, na Europa, onde o espaço é limitado e lanchonetes podem ser raras, os empregadores muitas vezes oferecem vales refeição para que os trabalhadores possam ir a um restaurante local e comer uma refeição balanceada que corresponde ao valor do vale.

Em Singapura, onde empresas de pequeno porte abundam – pequenas demais para oferecer um refeitório para os trabalhadores – os empregadores constroem uma cozinha para permitir que seus empregados cozinhem ou aqueçam alimentos de casa. Na China e em partes da África, empresas com poucos recursos muitas vezes tem um cozinheiro que prepara uma refeição saudável simples aos trabalhadores.

Estes são exemplos de empresas, se não nações, que compreendem as implicações a curto prazo (intoxicações alimentares) e a longo prazo (obesidade, diabetes, doenças cardíacas e câncer) de uma alimentação não saudável. A boa comida torna-se um investimento em saúde, segurança e produtividade, ou então, no futuro, todo o país pagará muito mais caro.

Nunca é tarde demais para comer melhor, no entanto. O próprio México aprovou em abril uma lei que oferece incentivos fiscais para empregadores que oferecem aos seus trabalhadores melhor acesso a alimentos saudáveis.

Segundo os pesquisadores, quando a maioria de nós passa metade do dia no local de trabalho e faz uma ou duas refeições lá, é essencial que os países e empresas se conscientizem da importância das políticas de alimentação saudável.

[LiveScience]

( Extraido de hype science por Natasha Romanzoti)

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